O kangamba João Melo, deputado, a deputar como tem feito, sentado na poltrona da inércia do “chuchialismo” cleptocrático, não causará espanto se for o escolhido pelo JLow para chefe de estação dos “Kimbóios” da Lunda Sul ou para governador da Califórnia de Benguela.

Por Domingos Kambunji

Ele tenta demonstrar que são verdades universais as matumbices das culturas boçais implantadas pelo partido que o mantém bem nutrido. Isso dá razão a quem afirma que compensa demonstrar sempre prontidão para lamber as botas do patrão.

Ele diz que a oposição quer mudar tudo para “segundo o ultrapassado ensinamento maoista, construir tudo de novo”. Este tipo de agressão deslocada nada mais é do que uma bacorada. Quando o MPLA iniciou a guerra civil em Angola, recordamo-nos de ouvir o Lúcio Lara e o Agostinho Neto afirmarem que poderiam destruir tudo em Angola porque depois iriam reconstruir, muito melhor. De facto o MPLA reconstruiu um universo social onde vivem miseravelmente 20 milhões de pobres.

Depois de tudo isto, o João ainda tem o descaramento de afirmar que “a UNITA continua a recusar-se a pedir desculpas aos angolanos pela retomada da guerra civil em 1992”. Será que o MPLA já pediu desculpas, muito depois de 1992, da morte no miúdo Rufino António e do jovem que foi morto, há poucos dias, numa cadeia da “pulhícia” angolana só porque destruiu uma bandeira do MPLA?

Será que o João Melo, em nome do MPLA, já pediu desculpa das mortes do Cassule, Camolingue, Ganga… dos habitantes das Lundas que eram um estorvo para os cleptómanos do MPLA? Será que o MPLA já pediu desculpas aos angolanos dos fuzilamentos do 27 de Maio?

Eis uma “brilhante” conclusão a que chegou o kangamba João Melo, o Einstein do Sambizanga e arredores: “Não tenho dúvidas de que os angolanos querem, sobretudo, mudanças no plano económico e social”. Será que o kangamba João Melo se lembra de que os movimentos de libertação angolanos participaram numa guerra para a independência para construírem, para o povo angolano, melhorias nos planos económico e social? Coitado do kangamba joão Melo, esqueceu-se disso e nem consegue perceber que o MPLA iniciou a guerra civil, não para conquistar a independência, mas para implantar a dependência dos angolanos em geral para com os cleptocratas do MPLA.

O kangamba João Melo defende que só o MPLA poderá governar Angola, porque tem uma longa experiência histórica, política e administrativa.

Quanto à experiência histórica do MPLA, ela é uma grande nódoa, antes e depois da independência. Antes da independência, são conhecidas as informações desmascarando as trafulhices dos dirigentes, entre muitos outros, pelo William Tonet. Depois da independência foram tantas as desgraças provocadas pelo MPLA que desaguam na triste realidade que é a existência de 20 milhões de pobres em Angola. Depois da independência o MPLA teve a necessidade de criar heróis fictícios e acontecimentos de ficção, como é o caso da já muito famosa batalha do “Kuíto-Carnaval” para tentar ganhar legitimidade.

A experiência política do MPLA demonstra ser um enorme fracasso, que implicou uma enorme miséria económica e social de muitíssimos angolanos. Essa “experiência política” colocou Angola num lugar de país muito atrasado, no lugar 141, entre 149 países, em prosperidade.

Que experiência administrativa tem o MPLA? Somente através da concentração de todos os poderes no Ditador, o “Governador Geral”. Angola não tem um sistema autárquico, os governadores provinciais não são eleitos pelo povo, são escolhidos pelo patrão da corrupção, e até “os criados dos Ministros” são nomeados por decreto presidencial.

É por tudo isto que dizemos ao kangamba João de Melo que quando observamos a experiência histórica, política e administrativa do MPLA puxamos-lhe o autoclismo.

O MPLA do kangamba João Melo acena com a bandeira das mudanças. Todavia, é do conhecimento geral que o calhambeque do “M” está com a caixa das velocidades partida e por mais que tente movimentar o manípulo, é uma frustração verificar que as mudanças não funcionam nem funcionarão com os estes condutores da corrupção.

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