O Secretariado Executivo do Comité Permanente da UNITA diz constatar “com bastante apreensão e indignação o agravamento da postura discriminatória dos órgãos de Comunicação Social Públicos, no tratamento desigual às candidaturas, favorecendo vergonhosamente o Partido-Estado, numa clara violação da Constituição e da Lei”.

Em comunicado, a UNITA denuncia o que chama de “persistência dos actos de coacção, sequestro do eleitor e de corrupção eleitoral, praticados e publicitados em todo o país pelo candidato do MPLA, perante a passividade e omissão da Comissão Nacional Eleitoral, a quem o Estado angolano incumbiu a responsabilidade de estabelecer todas as medidas necessárias para que o processo eleitoral se desenvolva em condições de plena liberdade, justiça e transparência”.

“O facto de que o MPLA decidiu agora enveredar, mais uma vez, por assassinatos selectivos de cidadãos, por motivos políticos, pela violência física e verbal, assim como outras formas de intimidação do eleitor, com vista a alterar o clima de paz e de tranquilidade em que até aqui se vem desenvolvendo a campanha eleitoral”, lê-se no Comunicado da UNITA, que acusa o MPLA e o seu candidato de “retorno ao discurso da guerra, com a intenção clara de atiçar ódios que os angolanos enterraram desde 2002, demonstrativo de que os actos de intolerância que estão a decorrer um pouco por todo o país não são factos isolados”.

A UNITA exorta por isso o povo angolano a “não ceder às provocações para que os inimigos da democracia não concretizem os seus intentos de impedir o voto de mudança” e recorda às forças de Defesa e Segurança que a sua missão fundamental é “a defesa da ordem constitucional estabelecida, defendendo a paz, a democracia e a soberania do povo que deverá ser expressa, pelo voto livre e democrático dos angolanos”, no dia 23 de Agosto de 2017.

Por último a UNITA apela à Comissão Nacional Eleitoral que afirme a sua independência institucional de forma a assegurar, “de modo efectivo, a igualdade de oportunidade e de tratamento das diversas candidaturas”.

“A UNITA considera que chegou a hora da Mudança. E exorta os angolanos, de todas as matrizes, a usar da sabedoria para não permitir que as ideias do passado, os discursos caducos e os interesses instalados da corrupção inviabilizem a instauração do Governo Inclusivo e Participativo”, acrescentando que “a vontade nacional de mudança suplantou e tornou-se expressivamente mais forte do que quaisquer medos”.

Nesse contexto, diz que “estão criadas as condições objectivas para votarmos num novo rumo para Angola e num novo arranque para os Angolanos”.

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