A União Europeia (UE), considerando que se trata de um país… pobre, disponibilizou 200 mil euros em ajuda humanitária para apoiar as comunidades afetadas pelas inundações em quatro províncias de Angola, anunciou a instituição.
O financiamento destina-se a reforçar os esforços da Sociedade da Cruz Vermelha de Angola na prestação de ajuda a mais de 17.500 pessoas nas províncias de Benguela, Cuando e Cubango, Cunene e Luanda, através de assistência pecuniária polivalente, abrigo, água potável, cuidados de saúde e apoio sanitário.
Desde Fevereiro de 2026, fortes chuvas provocaram graves inundações em várias províncias do país, deixando um rasto de destruição que começou no Cunene, se alastrou ao Cuando Cubango e se agravou em abril com novas inundações em Benguela (que o MPLA prometeu transformar na Califórnia de Angola) e Luanda.
Só nestas duas províncias mais de 51.000 pessoas foram afetadas, enquanto mais de 45 pessoas morreram em todo o país.
Benguela tornou-se o epicentro da crise devido à rotura de um dique do rio Cavaco, a 12 de Abril, que provocou 19 mortos, 31 desaparecidos e forçou mais de 9.000 pessoas a abandonar as casas, com extensos danos em habitações, estradas, hospitais, ferrovias e outras infraestruturas críticas.
A catástrofe interrompeu serviços essenciais e obrigou milhares de famílias a abrigos temporários, agravando as necessidades urgentes de alimentos, água potável, cuidados de saúde e proteção das populações afectadas.
As autoridades alertam ainda para o risco crescente de doenças transmitidas pela água e por vectores, como cólera, diarreia, malária e dengue, devido à contaminação de fontes de água e à má drenagem.
O projecto de resposta a emergências decorrerá até ao final do ano e o financiamento faz parte da contribuição global da UE para o Fundo de Emergência de Resposta a Catástrofes (DREF) da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

