LUCROS DO PETRÓLEO EM ALTA, TAL COMO A FOME DOS POBRES

Angola arrecadou, no primeiro trimestre deste ano, 7,16 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros) com a venda de petróleo, um aumento de 10,18% face ao período homólogo de 2025, anunciou hoje o Governo. Enquanto isso, o Povo continua, sem sucesso, a aprender a viver sem comer, sem escolas, sem hospitais…

Os dados foram divulgados pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás de Angola, José Barroso, na apresentação do balanço das realizações do mercado de petróleo e gás no primeiro trimestre de 2026.

José Barroso destacou que o preço médio do Brent no período em análise foi de 81,131 dólares por barril, representando um aumento de cerca de 27,3% comparativamente ao trimestre anterior e de 7,13% relativamente ao período homólogo de 2025.

Enquanto isso, o Povo continua, sem sucesso, a aprender a viver sem comer, sem escolas, sem hospitais…

No primeiro trimestre do ano em curso, a comercialização angolana ficou marcada pela exportação de cerca de 86,18 milhões de barris de petróleo bruto, avaliados em cerca de 7,16 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros), correspondente ao preço médio de 83,05 dólares por barril.

Segundo José Barroso, o volume exportado representou uma diminuição de 9,14% face ao IV trimestre de 2025 e de 0,90% em relação ao período homólogo de 2025.

Quanto ao valor bruto das exportações, o governante angolano destacou que se registou um acréscimo de 20,65% comparativamente ao trimestre anterior e de 10,18% relativamente ao período homólogo de 2025, resultante da alta dos preços no mercado internacional.

Enquanto isso, o Povo continua, sem sucesso, a aprender a viver sem comer, sem escolas, sem hospitais…

A China manteve-se como o principal destino das exportações angolanas, absorvendo 55,63% do total, seguindo-se a Índia com 16,31%, a Indonésia com 5,75% e a França com 4,17%.

Do volume exportado, 20,14% foi parte da Sonangol, petrolífera estatal (leia-se do MPLA), e 18,85% da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, concessionária nacional.

Nas companhias internacionais, destacou-se a Azule Energy (14,53%), a TotalEnergies (11,69%), a Equinor (9,94%), a Esso (9,04%), a SSI e a Cabgoc, com 7,67% e 5,76%, respetivamente.

Relativamente ao gás natural, as exportações realizadas no período em análise totalizaram cerca de 1,45 milhões de toneladas métricas, com destaque para o gás natural liquefeito (LNG), que representou 85,51% do total.

Estes resultados, comparativamente ao trimestre anterior, demonstraram um aumento de 30,67% e uma diminuição de 15,22% do volume de gás natural exportado.

Com as exportações deste produto, salientou o secretário de Estado, Angola arrecadou o valor bruto de aproximadamente 920,58 milhões de dólares (794,2 milhões de euros), representando um acréscimo de 11,29% face ao trimestre anterior e de 21,18% comparativamente ao período homólogo do ano passado.

O governante angolano realçou que o crescimento de arrecadação resultou fundamentalmente da subida dos preços do gás no mercado internacional.

Enquanto isso, o Povo continua, sem sucesso, a aprender a viver sem comer, sem escolas, sem hospitais…

“Importa também referir que o LNG foi exportado maioritariamente para o continente asiático, com destaque para a Índia, com 61,52%, e a Turquia, com 10,81% do volume total exportado”, frisou.

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