MENTIR É UM DANTESCO DEVER REVOLUCIONÁRIO

Os arautos da mentira, não desistem. Nem mesmo vendo o contínuo afundar da nau. 50 anos depois, o regime persegue o mesmo destino do Titanic. E, de atacado, arrasta terceiros de boa-fé.

Por William Tonet

A bússola ideológica, tem o ponteiro fixado no pipeline de petróleo público, desviado para alimentar bolsos privados, partidocratamente, identificáveis. Amanhã, poderão vir a ser, criminalmente, imputáveis com penas insusceptíveis de amnistia. Isso por os cofres do Estado continuarem, programadamente, a ser saqueados pelo colarinho vermelho, preto e amarelo, colocando-os na linha vermelha. Delapidados. Vão atingir, o ZERO!

Cerca de 90 milhões de dólares, segundo uma fonte, foi gasto na gigantesca obra da nova sede do MPLA, que se apoderou, indevidamente, também, de parte de terreno da Televisão Pública de Angola.

A proveniência de tão elevado valor, para aplicar na construção de outro edifício, quando o actual está em perfeito estado, deveria ser discutida no comité central e bureau político do MPLA. Não foi! Tratou-se, segundo a fonte, de uma decisão monocrática do presidente João Lourenço, em clara violação aos próprios Estatutos do partido, a Lei dos Partidos Políticos (Lei 22/10 de 3 de Dezembro) e a Lei de Financiamento dos Partidos Políticos (Lei n.º 10/12 de 22 de Março).

O estranho é o dossier de tão hercúlea empreitada ter sido discutido na Presidência da República, com entes estrangeiros: a Dar que apresentou o projecto de arquitectura e fiscalizou a obra e a empreiteira chinesa, Pan-China Construction Group. Os pagamentos, muitos com carregamento de petróleo têm as impressões digitais da SONANGOL, tentáculo primário de enriquecimento da cúpula que se apossou, belicamente, das finanças públicas e dos demais órgãos do Estado.

A não publicação de nenhum relatório e contas, nem justificativa de proveniência de fundos (art.º 7.º Lei 10/12 de 22 de Março), por parte do presidente do MPLA leva-o a violar de forma flagrante, o art.º 6.º (Financiamentos proibidos) da Lei 10/12 de 22 de Março: “Os partidos políticos e as coligações de partidos políticos não podem receber, a qualquer título, contribuições de valor pecuniário e económico por parte de: a) organismos autónomos do Estado; (…) d) empresas públicas;
e) governos e organizações não-governamentais estrangeiros”.

Num momento de grave crise sócio – económica – política, com mais de 20 milhões de pobres, dos quais, 12 milhões desempregados, 9 milhões de crianças fora do sistema de ensino, 13 mil árvores cadastradas como salas de aula, 85% das escolas sem quadros, carteiras e casas de banho, 50% de crianças menores de 5 anos, sem nunca terem apanhado uma vacina, construir um edifício, sem urgência e necessidade objectiva, para satisfazer o ego e vaidade umbilical é ofensivo a tolerância passiva dos autóctones.

É um claro desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos, que definham à fome e miséria.

O MPLA, na sua santa insensibilidade, exibe gráficos excel, contabilisticamente, falsos, validados, apenas por “burocratas – mercenários” de viés ocidental-colonialista, instalados, principescamente, nas poltronas do FMI e Banco Mundial, que adjectivam o subdesenvolvimento de Angola e África, por eles encarado como berço de extracção de matérias – primas, a baixíssimo preço.

MPLA: VERDADEIRO PROTOESTADO

Os mentirosos, os pulhas e os corruptos alojados nos corredores do poder, pelos prejuízos causados às contas públicas, devem ser banidos dos órgãos do Estado.

Os 39 milhões de dólares pagos, a selecção da Argentina e Messi, para uma partida de 90 minutos, no 14 de Novembro de 2025, são uma abjecta engenharia canibalesca.

A roubalheira de colarinho tricolor, não pode continuar a prosperar no pedestal e poltronas do palácio presidencial, face os danos causados a República e a milhões de crianças atiradas às sarjetas do analfabetismo e prostituição infantil.

A contratação simplificada e as Ordens de Saque, com o beneplácito do Ministério das Finanças de Vera Daves, são uma gamela, onde “muitos camaradas”, criando verdadeiras milícias se apossam do dinheiro público.

Carlos Panzo, economista cuja sagacidade mental foi caluniada, ao ser nomeado assessor económico, no início do mandato de João Lourenço, num serviço público relevante e patriótico, “pro bónus”, no podcast de Victor Hugo Mendes, exibiu a manipulação criminosa dos “gráficos – excel da roubalheira” da “menina-dona” do Ministério das Finanças.

Esta havia anunciado o pagamento, no primeiro trimestre de 2025, de cinco (5) mil milhões de kwanzas de amortização da dívida pública. Afinal não passa de um roubo e mentira criminosa!

É que somando os três relatórios, emerge um somatório de 9 mil milhões de Kwanzas. Ora se pagou 5, faltam 4 mil milhões de Kwanzas. O equivalente a 3.800.000.000,00 (três mil e oitocentos milhões de dólares) Sumiram? Não! Então, só poderão ter sido, magistralmente, roubados pela gang instalada no eixo Ministério das Finanças -AGT. Mas chegada a notícia ao Palácio e a Procuradoria Geral da República, ninguém muge nem tuge… Porque será? Cumplicidade?

Verdade ou mentira, tudo incrimina…

Desgraçadamente, para os angolanos este monumental diferencial, roubado, está neste momento, com a cumplicidade ocidental (FMI e BM) a fazer as delícias de bancos europeus, que domiciliaram os cerca de quatro bilhões de dólares…

50 anos depois da independência, arrepia a inépcia governista, a sua capacidade de amarfanhar o patriotismo e de ajoelhar-se diante dos capitalistas ocidentais e do bloco comunista, que lhes impõe a não transformação das matérias-primas no país e de instituições fortes.

Obedientes, complexados da cartilha do FMI e do Banco Mundial, canibalizaram, em 1975-1985, a indústria e agricultura, antes pujantes e no pódio mundial, para entregar o espólio aos novos colonizadores, piores que os anteriores. Isso configura um crime de traição à pátria, passível de levar os responsáveis singulares e colectivos à barra dos tribunais.

O MPLA, tal como os míopes, finge não ver o país a sangrar, na lógica de ser um protoestado, entidade política suprema acima dos demais órgãos de soberania. Melhor, parafraseando, o filósofo e escritor camaronês, Achille Bembe, o partido do regime adopta, com o poder das armas, uma governação necropolítica, usando o poder social e político para decretar como algumas pessoas podem viver e como outras devem morrer. Desgraçadamente se não aumentar o exército de indignação, um dia acordaremos, individualmente, privatizados e paiados aos chineses, árabes, especuladores ocidentais e fundamentalistas islâmicos.

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