Angola participa na 9.ª edição da Exposição Internacional de Importação da China (CIIE 2026), que decorre até dia 10 de Novembro, na cidade de Shanghai, com uma delegação liderada pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, composta por 26 empresas privadas, 20 instituições públicas, num total de 138 participantes.
Segundo um comunicado oficial, a presença angolana numa das principais plataformas internacionais de promoção do comércio e de abertura do mercado chinês visa divulgar as potencialidades económicas e empresariais do país, atrair investimento estrangeiro e identificar novas oportunidades de negócios e cooperação.
O certame constitui igualmente um espaço de aproximação entre mercados e de estabelecimento de parcerias estratégicas, permitindo aos participantes apresentar produtos e serviços, bem como explorar possibilidades de expansão das relações comerciais internacionais, refere o documento.
A representação governamental do ministro Rui Miguêns de Oliveira, acrescenta a nota, “confere dimensão institucional à participação de Angola, num contexto de reforço das relações económicas e comerciais com a República Popular da China”.
Com esta presença, Angola procura ampliar a sua participação nas dinâmicas do comércio internacional, promover a diversificação da economia e fortalecer a presença dos produtos e serviços nacionais em mercados externos.
Recorde-se que os residentes de Macau e os cidadãos angolanos vão passar a poder entrar nos dois territórios sem necessidade de visto, na sequência de um acordo sobre a dispensa mútua dessa autorização assinado em 4 de Setembro de 2026 entre as duas jurisdições.
Na cerimónia de assinatura, o secretário para a Administração e Justiça do Executivo de Macau, Wong Sio Chak, afirmou que o acordo “facilitará significativamente a vida” dos residentes de ambas as partes, sobretudo no âmbito do turismo, intercâmbio académico e trocas comerciais.
Wong Sio Chak acrescentou que a medida “promoverá uma maior interacção entre as populações” e “aprofundará o intercâmbio civilizacional e a fusão cultural”.
“Aproveitamos esta oportunidade para convidar mais amigos de Angola a visitar, investir e viajar para Macau, a fim de sentirem a vitalidade, a inclusão e as oportunidades que esta cidade oferece”, enfatizou.
Também presente na cerimónia, Eduardo Velasco Galiano, cônsul de Angola na região administrativa especial chinesa e delegado angolano junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), sublinhou que, “por diversas vezes, empresários de ambas as partes viram-se forçados a recuar”.
“O vosso gesto, no dia de hoje, não só resolve essas barreiras burocráticas, como dissipa de forma definitiva a incerteza que pairava sobre as nossas relações comerciais, abrindo portas a um futuro de maior prosperidade e intercâmbio económico”, salientou.
Angola torna-se o quarto país de língua portuguesa, depois de Portugal, Brasil e Cabo Verde, a beneficiar do regime de isenção de visto de Macau.
Segundo um comunicado do Serviço de Identificação de Macau, após a entrada em vigor do acordo, os residentes de Macau titulares do Passaporte da RAEM (Região Administrativa Especial de Macau) poderão entrar na República de Angola com dispensa de visto e aí permanecer por um período máximo de 30 dias, sendo as mesmas condições concedidas aos titulares de passaporte da República de Angola válido.
