Cabo Verde foi escolhido para acolher a Capital Africana da Cultura 2028 por propor políticas culturais e investimentos bem definidos, disse hoje Adama Traoré, presidente da comissão organizadora, numa conferência de imprensa, na Praia.
Adama Traoré, ao explicar que a candidatura foi submetida à direção da Cultura da União Africana (UA), que a validou após avaliação do comité responsável, disse que “o dossiê proposto por Cabo Verde foi muito bem estruturado, permitiu mostrar o que está aí como política cultural, como investimento e mecanismos de apoio à promoção da cultura”.
Além da capital, a programação vai estender-se pelo arquipélago, numa lógica de envolvimento de diferentes territórios e actores culturais.
Adama Traoré destacou as especificidades de Cabo Verde enquanto arquipélago, referindo que o projecto poderá contribuir para o desenvolvimento regional e para o reforço da cooperação cultural com outros países africanos.
Por seu lado, o ministro da Cultura de Cabo Verde, Augusto Veiga, destacou o intercâmbio artístico com África e a diáspora.
O governante referiu que o programa vai envolver curadores em diferentes áreas e sublinhou que o objectivo é estruturar um projecto com impacto nas infra-estruturas, nas políticas públicas culturais e no intercâmbio artístico.
Referiu ainda que a iniciativa deverá reforçar a sustentabilidade da cultura e das indústrias criativas, aumentar a visibilidade internacional, consolidar a cooperação com África e posicionar a cultura como motor de desenvolvimento a longo prazo.
O ministro afirmou que o projecto poderá ser estruturante para o sector cultural e funcionar como impulsionador do turismo cultural em Cabo Verde.
Segundo explicou, o programa será desenvolvido em articulação com um comité internacional sediado em Rabat, incluindo actividades em várias ilhas do arquipélago.
O plano apresentado por Cabo Verde assenta em vários pilares, nomeadamente, a herança histórica, a memória colectiva e as práticas culturais, prevendo-se ainda o envolvimento da juventude e o apoio a novas gerações de artistas.
O ministro afirmou ainda que o objectivo é que todos os sectores culturais e artísticos sintam que “vale a pena” receber a Capital Africana da Cultura.


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