«Partilho a minha angústia pela detenção arbitrária do meu irmão e mais 3 indivíduos prestadores de serviços, ocorrida ontem segundo se diz por orientação do Procurador afecto a 51ª esquadra do Kilamba», relata ao Folha 8 um cidadão devidamente identificado.

O incidente, grave, aconteceu quando os detidos “tentavam reaver o meu apartamento que foi invadido e vandalizado no passado dia 9 de Julho por um elemento que diz ser oficial efectivo da Presidência da República, que se achou no direito de arrombar e se instalar com a sua família numa propriedade que foi adquirida de forma legal ao Fundo de Fomento Habitacional”, refere o lesado, acrescentando ter «toda a documentação de elegibilidade e as minhas obrigações devidamente cumpridas em conformidade ao contrato de renda resolúvel».

Perante este cenário, mais um, o cidadão pergunte: «Será que estamos perante a criminalidade institucionalizada, promoção do saque e rebeldia? As peças que vimos assistindo pela imprensa nessa última semana sobre invasões são reais e eu sou mais uma dessas vítimas. Não posso aceitar que tendo os meus direitos violados, se dê protecção aos criminosos e de lesado ofendido passe para acusado e despojado dos meus bens!».

O cidadão diz: “Sou filho de um antigo combatente e questiono-me porque razão terá o meu Pai lutado por essa Pátria!»

«A nossa acção de retoma do apartamento 34 edifício D21 no Kilamba, justificou-se em último rácio pela exposição dos nossos documentos confidenciais e pertences, não obstante o direito de manifestação conferido pela Lei aos cidadãos face à inércia na resolução célere dos processos por parte das autoridades”», acrescenta a vítima.

«Prenderam o meu irmão na condição de proprietário dentro da nossa casa depois dela ter sido invadida por assaltantes que se mantêm impunes dentro dela, tudo em represália pela nossa contestação. Acresce ao mal já infligido, o facto disso ocorrer numa fase crítica da pandemia da COVID-19 onde lugares confinados representam um risco eminente de se contrair a doença», salienta.

Como epílogo o cidadão desabafa: «Precisamos de uma justiça melhor no País!!». O Folha 8 faz seu o desabafo.