ANGOLA. Um surto de sarna, que afecta há dois meses a província angolana da Huíla, atingiu níveis preocupantes, com mais de 100 mil casos e a falta de medicamentos para o combate.

Segundo a chefe do departamento provincial de saúde pública e controlo de endemias da Huíla, Fátima Barros, faltam pomadas e antibióticos nos depósitos hospitalares para acudir os doentes deste surto, que afecta sete dos 14 municípios da província.

A responsável sanitária referiu que os municípios mais atingidos são Gambos, Caluquembe, Caconda, Chibai, Matala, Humpata e Lubango, onde foram registados mais de 100 mil casos.

Um alerta sobre a gravidade da situação já foi enviado ao Ministério da Saúde para a sua intervenção “devido à facilidade de contágio da doença”, disse Fátima Barros.

Face à situação, mais de 20 mil crianças encontram-se temporariamente fora do sistema de ensino para evitar o alastramento da doença, informou ainda Fátima Barros.

A sarna é transmitida através da deposição de ovos de um parasita na pele humana, que provoca comichão intensa, e em consequência escoriações, atingindo todo o corpo, essencialmente as zonas dos dedos dos pés, mãos, punhos e axilas.

Lusa