Agora o jornal da Angola do MPLA e os outros órgãos de informação oficial ao serviço do MPLA já se preocupam com a avaliação negativa do jornalismo que praticam mas insistem em repetir, teimosamente, os erros do passado, perfumando-os com muita demagogia para tentarem ludibriar o público que pretendem ser o seu alvo principal na manipulação de mentalidades?

Por Domingos Kambunji

Q ual é a admiração? Estes moços de recados ao serviço do governo do MPLA são comandados pelas ordens superiores de João Melo, o Ministro que foi muito obediente à ditadura do José Eduardo dos Santos e agora apresenta-se como democrata. É o mesmo João Melo que defendeu a transferência do processo de julgamento do Manuel Vicente, de corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, de Lisboa para Luanda, porque dizia que os tribunais angolanos tinham competência para julgar um dos grandes beneficiários da Liberdade conquistada no Cuíto-Carnaval para o exercício da cleptomania dos principais dirigentes do MPLA.

João de Melo meteu o rabo entre as pernas e ainda não tugiu nem mugiu por o juiz-presidente do Tribunal Supremo da Re(i)pública da Angola do MPLA ter sido obrigado a pedir a demissão do cargo, por estar a ser muitíssimo acusado de corrupção!…

Os que estão mais atentos verificam que as contradições e o fanatismo são demasiado verificáveis nas práticas diárias destes rapazitos dos órgãos de comunicação oficial ao serviço do Comité Central do MPLA. Se repararmos bem, eles dão muitíssimo maior destaque às baboseiras, sofismas e falácias da vice-presidente do MPLA, a Luísa Damião, consoladora dos familiares de zungueiras que os kapangas do MPLA matam, do que ao vice-presidente da República. Quer isso dizer que a demagogia da vice-presidente do MPLA é mais importante nos noticiários do que as intervenções do medíocre vice-presidente da República, nomeado pelo Comité Central do MPLA, que não esconde a sua tendência para ser exageradamente partidário, frustrando o objectivo para que foi escolhido, o de ser vice-presidente de todos os angolanos.

Agora os jornalistas dos órgãos de comunicação social que não parasitam o dinheiro do Estado já não são acusados de traidores, pertencentes a uma organização de malfeitores, difusores de Fake News…

Agora que está a cair em desuso o termo Fake News, tão ecolalicamente repetido por Donald Trump para acusar os jornalistas de investigação séria e honesta que desmascaravam e desmascaram as trafulhices do presidente dos Estados Unidos, os órgãos oficiais de comunicação social angolanos até já conseguem admitir que a opinião que recebem da sua actuação lhes é muito desfavorável.

Donald Trump está a ser investigado pelo sistema judicial e pela comunicação social dos Estados Unidos, que têm publicado provas que desmascaram muitas das suas trafulhices.

Alguns dos que investigaram e publicaram provas de que o “herói nacional do MPLA”, o assassino Agostinho Neto, foi um ditador sem escrúpulos foram obrigados a defenderem-se em tribunal pelos processos de difamação apresentados pelos principais beneficiários dos fuzilamentos do 27 de Maio. Os principais beneficiários dos fuzilamentos do 27 de Maio conseguiram que tribunais independentes e apartidários, condenassem esses investigadores? “Meteram a guitarra no saco” e foram para casa muito frustrados porque perderam nos tribunais.

Uma situação bastante caricata e cómica foi observar um parasita do jornal da Angola do MPLA, o mercenário Artur Queirós, a servir de testemunha de defesa dos argumentos falaciosos apresentados pela viúva do assassino Agostinho Neto.

Quer isso dizer que nem comprando testemunhas os cangaceiros do MPLA conseguem lavar a imagem do partido corrupto, incompetente e sanguinário.

O director do Folha 8 e os Revus foram condenados nos tribunais da Re(i)pública da Angola do MPLA por desmascararem a corrupção e defenderem a democracia e a liberdade de opinião no tempo da cleptocracia de José Eduardo dos Santos. João Melo, patrão emissor das ordens superiores para os órgãos oficiais de comunicação social esteve sempre muito bem instalado a digerir os benefícios de ser militante do MPLA durante o período da roubalheira, vulgarmente designado por tempo da “acumulação primária de riqueza”.

Agora qual é o principal objectivo dos órgãos oficiais de informação? Está à vista de toda a gente. O principal objectivo do jornal da Angola do MPLA, da RNA do MPLA e da TPA do MPLA é promover a imagem do presidente do MPLA para que ele consiga atingir o objectivo de ser o João Putin ou o Xi Jinping Lourenço da Re(i)pública da Angola do MPLA.

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