ANGOLA. Actualmente, o sector petrolífero representa mais de 95% das exportações totais e 20% do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola. Este contexto leva a que a economia angolana seja vulnerável a choques externos, causados pela volatilidade do preço do petróleo.

Adicionalmente, o país tem uma forte dependência externa, no que diz respeito à oferta de bens e serviços (importações), sobretudo, de produtos industriais e alimentares, colocando pressão sobre os níveis das reservas internacionais.

De uma forma geral, as reservas internacionais têm por finalidade proteger a economia de situações adversas sobre as contas externas e contribuir para a estabilidade da moeda nacional.

Assim, as reservas internacionais são uma boa ferramenta analítica para observar diversos fenómenos económicos. Um nível de reservas internacionais baixo, pode causar incertezas aos agentes económicos residentes e não-residentes em relação à convertibilidade dos seus investimentos no país em divisas e gerar dúvidas quanto à possibilidade do cumprimento de compromissos externos. Estas incertezas podem conduzir ao aumento da procura por moeda forte, reduzindo o valor da moeda nacional.

O Banco Nacional de Angola (BNA), na qualidade de Autoridade Cambial, tem o dever de assegurar a manutenção de um nível adequado das Reservas Internacionais para a garantia da solvabilidade externa do país e a protecção da economia nacional.

Tendo em conta o actual contexto de desenvolvimento da economia nacional, o BNA realizará, no próximo dia 22 de Maio de 2019, uma conferência sobre a “Sustentabilidade das Reservas Internacionais”, que reunirá vários especialistas nacionais e internacionais para abordar as melhores práticas de gestão de reservas internacionais.

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