As obras do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL) vão ser submetidas a correcções de engenharia e funcionalidade, para adequar a estrutura aos padrões da modernidade, inovação e de conforto dos passageiros. Não se sabe quando, mas é certo que um dia irá funcionar. Palavra de quem manda! Grande parte das suas obras estará concluída em finais de 2016, prevendo-se que no primeiro semestre de 2017 o empreendimento esteja pronto a operar, disse o ex-ministro dos Transportes, em declarações à imprensa após a visita do Presidente da República em 26 de Outubro de 2015.

As correcções ao projecto, a decorrer até ao ano de 2022, deverão ser encabeçadas por uma comissão técnica, a indicar, num processo que inclui a revisões e correcções. Segundo o actual ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, a medida resulta de informações constantes de um memorando sobre o estado de execução da obra, aprovado em Conselho de Ministros.

“Estamos a falar de um projecto que iniciou há dez anos, cuja concessão também é muito antiga”, afirmou o governante, numa referência à obra em edificação na comuna do Bom Jesus, no município de Icolo e Bengo, a 30 quilómetros de Luanda.

Por sua vez, em Outubro de 2017, após uma visita realizada pelo Presidente João Lourenço foi anunciado que o NAIL, só deveria iniciar a operar em 2019, um atraso de dois anos face à previsão anterior, justificado com dificuldades financeiras.

O Novo Aeroporto Internacional de Luanda poderá acolher até 15 milhões de passageiros por ano, sendo dez milhões do tráfego internacional e cinco milhões do nacional.

Problemas de ordem financeira, técnica e operacional têm vindo a condicionar o decurso da empreitada e obrigaram a substituição do empreiteiro, com garantia de financiamento para a execução dos trabalhos.

A 27 de Outubro de 2015, o então Chefe de Estado, acompanhado do Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, ministros e altos responsáveis do seu Gabinete, “aterraram” no aeroporto para saber do andamento das obras.

Muito interventivo, segundo relato da altura do Jornal de Angola, no momento das explicações feitas pelos ministros dos Transportes e da Habitação, e pelo empreiteiro, o Presidente José Eduardo dos Santos foi informado que a pista já foi executada em mais de 70 por cento e a iluminação de navegação em 95 por cento, enquanto a placa central está executada em 100 por cento.

Em relação ao terminal de passageiros, está concluída no que respeita à construção civil e ao arranjo exterior, assim como a torre de controlo que está em fase de conclusão com 95 por cento de execução.

Outros projectos auxiliares, tais como edifícios de apoio à Direcção, de inspecção e segurança, de tratamento de esgotos, de estação de combustível, de estação de radar e meteorologia, de tratamento de água, de catering e o parque de estacionamento subterrâneo para mais de 1.500 viaturas, estão construídos em mais de 50 por cento.

O Presidente foi também informado de outros projectos, nos quais se incluem a implementação de vários sistemas de transporte como a linha ferroviária de alta velocidade e a via expresso. Foi feita ainda a abordagem detalhada do cronograma geral que integra as acções desenvolvidas durante as cinco fases que decorrem de Outubro do presente ano a Abril de 2017.

O Presidente da República tomou conhecimento, relatou o Jornal de Angola, do relatório sobre a Cidade Aeroportuária, como um dos núcleos que constituem a estrutura de desenvolvimento espacial de Luanda, integrando zonas de gestão de serviços públicos, residencial, de cultura, de comércio, de negócios, de recreação e desporto e de cintura verde.

“Grande parte das obras do Novo Aeroporto Internacional de Luanda está concluída em finais de 2016, prevendo-se que no primeiro semestre de 2017 o empreendimento esteja pronto a operar, disse o ministro dos Transportes, em declarações à imprensa após a visita do Presidente da República”, escreveu o jornal.

Augusto Tomás assinalou o avanço que as obras tiveram desde a anterior visita do Presidente da República, em Março de 2015: “O nível de execução física anda à volta dos 55 por cento e vamos entrar numa fase de acabamentos, decoração do interior e encomenda de materiais para as várias áreas da infra-estrutura aeroportuária, e as obras vão continuar dentro da dinâmica actual”.

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