ANGOLA. A petrolífera Sonangol e as suas associadas exportaram, no segundo trimestre de 2019, cerca de 121,8 milhões de barris, gerando uma receita bruta de 8,5 mil milhões de dólares (7,62 mil milhões de euros), anunciou hoje o Governo.

Desse volume global, a Sonangol exportou 47,6 milhões de barris, superior aos 45,1 mil milhões de barris do primeiro trimestre tendo arrecadado 3,3 mil milhões de dólares (2,95 mil milhões de euros), mais 1.000 milhões de dólares (896 milhões de euros) face ao primeiro trimestre de 2019.

Os dados, considerados realizações do segundo trimestre de 2019 e perspectivas do mercado petrolífero angolano para o segundo trimestre, foram apresentados hoje em Luanda pelo Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola e pela estatal Sonangol.

As exportações, segundo as autoridades, foram avaliadas ao preço médio ponderado de 69,5 dólares/barril (62,3 euros).

O executivo deu conta que, de forma global, em comparação com o primeiro trimestre de 2019, registou-se um aumento nas quantidades exportadas de cerca de 65,4 mil milhões de barris e em relação ao segundo trimestre de 2018 observou-se uma redução nas quantidades de cerca de 7,2 milhões de barris.

Segundo o presidente da comissão executiva da Sonangol Comercialização Internacional (SONACI), Luís Manuel, o aumento do valor bruto arrecadado em comparação ao primeiro trimestre de 2019 “deveu-se, principalmente, à subida do preço médio das vendas”.

“Que no segundo trimestre foi de 69,5 dólares/barril quando no primeiro trimestre foi de 60 dólares/barril [53,8 euros], portanto há aqui um incremento no preço médio de cerca de 9 dólares/barril” (8,07 euros), explicou na ocasião.

Quanto à exportação de produtos, o presidente da comissão executiva da SONACI adiantou que no segundo trimestre deste ano petrolífera estatal angolana exportou 302.000 toneladas métricas ao valor bruto de 137 milhões de dólares (122 milhões de euros).

Nesse período, acrescentou, a Sonangol importou perto de 886.000 toneladas métricas de produtos “resultando num dispêndio de cerca de 580 milhões de dólares” (520 milhões de euros).

“Com esses volumes importados para além de estabilizar o mercado doméstico, esse volume também concorreu para elevar ou incrementar a nossa autonomia de sete para perto de quinze dias”, rematou.

A China continua a ser o principal destino do petróleo angolano, absorvendo 61,56% das exportações no segundo trimestre de 2019, seguido da Índia com 11,05% e depois a Espanha com 3,80%.

Neste encontro que decorreu na sede do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, em Luanda, foram também apresentados, à porta fechada, os resultados das empresas Total, ESSO,BP, ENI e Chevron.

Lusa

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