ANGOLA. O procurador-geral adjunto da República de Angola, Mota Liz, disse hoje que “está no bom caminho” as negociações com o executivo para se ultrapassar as preocupações apresentadas pelos funcionários daquele órgão de justiça, que completam hoje o quarto dia de greve.

Mota Liz falava à margem de uma cerimónia de tomada de posse de 14 sub-procuradores-gerais da República, realizada hoje em Luanda, em acto presidido pelo Procurador-Geral da República, Hélder Pitta Grós.

Em causa está uma greve do sindicato dos funcionários da Procuradoria-Geral da República, que decorre desde segunda-feira, para reivindicar a não aprovação dos diplomas legais sobre remunerações e reconversões e promoções.

“O pacote legislativo para adequar a situação dos funcionários está praticamente a terminar, a próxima semana temos mais algumas reuniões com os departamentos correspondentes do executivo e também, daquele lado, encontramos alguma sensibilidade para ajustar aquilo que é de justiça fazer com os funcionários”, disse Mota Liz.

Segundo o Procurador-Geral adjunto da República, continuam os trabalhos “no plano técnico e de aproximação com o executivo, no que se refere à preparação dos diplomas legais, para submissão e apreciação do Conselho de Ministros.

“Estamos no bom caminho e acredito que para esta situação concreta dos funcionários há promessas sérias de que o executivo vai dar os ‘inputs’ necessários para ultrapassar essa situação”, frisou.

Entretanto, o secretário-geral do Sindicato de Funcionários da PGR, Elias Pinto, disse hoje que está prevista a realização de um encontro, sábado, com os filiados, para analisar se a greve entra para a sua segunda semana ou será suspensa.

Elias Pinto referiu que o encontro se cingirá ao pessoal de Luanda, porque muitos funcionários foram coagidos e retomaram os trabalhos, na quinta-feira.

“Nós estamos a ver que nas províncias estão intactos, estão seguros, mas Luanda, parte dos funcionários estão a trabalhar, eis a razão do encontro para saber se vamos avançar ou vamos suspender. Porque nós os dirigentes estamos firmes e precisamos fazer uma exortação aos colegas e depois decidirmos o que é que vai dar”, disse Elias Pinto.

Questionado se os últimos pronunciamentos da entidade patronal não terão influenciado a intenção, Elias Pinto rejeitou qualquer ligação a esse facto.

“Não, nós podemos suspender a greve, mas é verdade que já temos a data avançada para outra greve, caso não resolvam o problema no prazo de 30 dias como ele está a prometer, então, dentro de 30 a 35 dias podemos parar novamente”, referiu.

Lusa

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