ANGOLA. O nacionalista, político, historiador e académico, Almerindo Jaka Jamba, faleceu na madrugada deste domingo, 1 de Abril, em Luanda, vítima de um acidente vascular cerebral, segundo uma fonte familiar.

Almerindo Jaka Jamba nasceu a 21 de Março de 1949, era formado em Filosofia pela Universidade Clássica de Lisboa e tinha um Doutoramento em História. Ingressou na UNITA em 1972 e dois anos depois, participou na preparação dos acordos de Alvor pelo seu movimento.

Por força dos Acordos de Alvor ocupou pela UNITA, a pasta de secretário de Estado da Informação no Governo de Transição em 1975. Foi Vice-Presidente da Assembleia Nacional (1997-2005), Embaixador na Missão Permanente de Angola na UNESCO em Paris (2005- 2008).

A nível partidário, era considerado um dos históricos da UNITA, onde já ocupou várias posições de destaque como secretário de Educação, Informação, dos Negócios Estrangeiros, da Cultura e Herança Africana.

Em 1992 foi nomeado como segundo Vice-Presidente da Assembleia Nacional e porta voz do grupo parlamentar da UNITA e fez parte da Comissão Constitucional de Angola, em representação da UNITA.

Na altura em que foi nomeado, 2004, o Mestre em Lusofonia, Eugénio Costa Almeida, escreveu: “Que o Dr. Jaka Jamba nos saiba representar com a mesma ponderação com que sempre nos brindou quer nas suas palestras e conferências quer na sensatez que sempre sobre pautar na Assembleia Nacional”, acrescentando que “Angola bem que precisa de recuperar a sua imagem no seio das organizações onusianas, principalmente desde o caso Falcone, precisamente na UNESCO”.

“O português deveria ser língua de trabalho nas organizações internacionais”, afirmou em Junho de 2008 Jaka Jamba, acrescentando que “é incompreensível que uma língua com mais de duzentos milhões de falantes não possa ser uma língua oficial nas organizações internacionais”.

Para Jaka Jamba “é uma questão de batalharmos” para que o português conquiste o devido lugar e o seu estatuto a nível das organizações internacionais.

Jaka Jamba salientou a necessidade de uma harmonização ortográfica para o futuro da Língua Portuguesa, ao referir-se ao novo Acordo Ortográfico a ser aplicado pelos países que falam este idioma.

“Havendo uma harmonização ortográfica, isto permitiria que pudéssemos ter um quadro que, em termos de edição, e sobretudo em termos de audiência junto das instâncias internacionais, pudesse de facto fazer escutar melhor a nossa voz”, declarou Jaka Jamba.

Partilhe este Artigo