Os ministros auxiliares do Titular do Poder Executivo de Angola, João Lourenço, viajaram para Davos, Suíça, em avião privado, num custo milionário de 80 mil dólares/dia, quando aqueles a quem vão pedir dinheiro o fizeram em avião de carreira e alguns em classe económica. Nada de novo, portanto. Ainda por cima contando com a presença de… Manuel Vicente.

A localidade suíça é a capital mundial, por cerca de cinco dias, ao concentrar presidentes da República das maiores potências mundiais e em desenvolvimento, políticos renomados, empresários, académicos e jornalistas, mas também, muita oposição, que se bate contra as políticas economicistas que visam maior desemprego, pobreza e discriminação, entre os cidadãos de vários pontos do globo.

A presença de tão ilustres é por convite do Fórum Económico Mundial, ou FEM, organização sem fins lucrativos baseada em Genebra, onde realiza reuniões em Davos, para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente, incluindo saúde e meio-ambiente.

O Fórum também organiza a “Reunião Mundial dos Novos Campeões” na República Popular da China, para além de encontros regionais durante todo o ano.

É dentro deste quadro que coube o convite à Presidência da República de Angola que, desta forma, surgiu como uma plataforma para o novo inquilino da Cidade Alta, poder desfilar e dialogar com figuras internacionais desde a política à economia.

Os encontros com o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, e com a Cristiane Lagard, directora do FMI, serviram para esbater alguns escolhos, com essas personalidades, a quem, principalmente, a chefe do Fundo Monetário Internacional, a quem, João Lourenço afirmou fazer tudo para implantar um programa de estabilidade económica.

Entretanto, em Angola, o governo encarnado na figura unipessoal de João Lourenço, enquanto Titular do Poder Executivo, parece ter um verbo diferente da prática quotidiana, quanto aos gastos feitos pela sua equipa, em plena crise económica, fruto da crónica e até mesmo criminosa má gestão do MPLA.

E se dúvidas houvessem, é francamente desolador saber que a equipa ministerial de Angola tenha viajado, não em avião de carreira, onde os custos seriam menores mas em avião privado, com um custo diário de cerca de USD 80.000,00 (oitenta mil dólares).

Não é um luxo excessivo que a equipa de avanço tenha fretado um avião, quando esses mesmo arautos mandam o povo apertar o cinto, alegando não haver dinheiro nos cofres, para se aumentar o número de carteiras, salas de aulas e mais escolas, para impedir que mais de 20 mil crianças fiquem fora do sistema de ensino primário?

Assim, pode-se acreditar haver necessidade de adopção de uma rigorosa política de contenção de gastos, por outro lado, os seus auxiliares e gabinete andam em sentido contrário, ou andarão todos e tudo não passam de vãs promessas.

Texto em actualização.

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