ANGOLA. A administração da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA) angolana anunciou hoje ter investido 63 milhões de dólares (53,8 milhões de euros) num programa de aquisição e instalação de equipamentos e formação de técnicos.

A informação foi transmitida hoje pelo presidente do conselho de administração da ENANA, Manuel Ceita, no final da visita que o novo ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas de Abreu, efectuou às instalações da empresa, no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.

Segundo o responsável da empresa pública tutelada pelo Ministério dos Transportes, o volume de investimento para o Programa de Gestão e Controlo do Espaço Aéreo Civil (PGCEAC) surge para “melhorar as condições de trabalho da empresa”.

“E ainda para que Angola, de alguma forma, afaste a sombra de eventuais listas negras”, adiantou.

Trata-se de um programa que envolve a aquisição, instalação de equipamentos de controlo do espaço aéreo e comunicações, bem como a formação dos técnicos da ENANA.

Há pouco menos de uma semana no cargo, Ricardo Viegas de Abreu constatou o funcionamento da sala de protocolo de Estado do terminal de voos internacionais, o terminal de embarque do terminal de voos internacionais e outras dependências do aeroporto internacional de Luanda.

No final, reuniu-se durante quase uma hora com a administração da ENANA e técnicos do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) de Angola, tendo exortado para a necessidade da melhoria da organização e gestão, face às auditorias internacionais, nomeadamente da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO).

“O senhor ministro predispôs-se em ajudar e vai ter um encontro, até à auditoria, com o conselho de administração, para afinar e saber até que ponto a ENANA será capaz, em nome do Estado, sair-se bem”, acrescentou, Manuel Ceita.

De acordo com o presidente do conselho de administração da ENANA, foi também abordada com o ministro a intenção de ver certificado internacionalmente, além do novo aeroporto em construção nos arredores de Luanda, também o de Catumbela, em Benguela.

Lusa

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