ANGOLA. O Instituto Nacional de Sangue (INS) de Angola pretende reunir no sábado, em vários hospitais de Luanda, 300 dadores do sexo feminino, para tentar colmatar a carência de sangue nas unidades da capital, informou hoje a instituição.

Em declarações à Lusa, a chefe do departamento de Promoção da Dádiva, Gestão de Dadores e Marketing do INS angolano, Eunice Manico, fez saber que a campanha vai decorrer em parceria com a Associação Brigada Jovens Solidários e visa assinalar igualmente o Dia Internacional da Mulher (8 de Março), que em Angola é feriado nacional.

“Eles, da Brigada de Jovens Solidários, acharam que poderiam reunir só mulheres para, no dia 10 de Março, fazerem uma doação de sangue para doentes de Luanda e não só, contando mobilizar cerca de 300 mulheres”, explicou.

A concretizar-se este objectivo, seriam garantidos 135.000 litros de sangue de dádivas para os hospitais angolanos.

De acordo com Eunice Manico, esta “mega campanha de doação de sangue”, a par do habitual apoio do INS, deve contar igualmente com o apoio técnico de oito hospitais públicos, argumentando que devido a “insuficiência de dadores voluntários” o Instituto não se limita apenas à colheita.

“O Instituto sozinho não suporta a recolha do sangue para essas unidades hospitalares, de tal forma que quando temos essas campanhas volumosas solicitamos o apoio técnico de outros hospitais e o INS, no fim da recolha, leva o sangue, processa-o e volta a distribuir nessas unidades”, justificou.

A maior parte do sangue usado nos hospitais angolanos provém de dadores familiares, para apenas 22% de dadores voluntários regulares, segundo dados avançados recentemente pelo Instituto Nacional de Sangue de Angola, que quer tentar reverter o cenário em 2018.

“Não temos sangue, mas continuamos a responder às solicitações com o apoio dos familiares”, lamentou Eunice Manico, sublinhando que esta não é a prática recomendada.

Lusa

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