ANGOLA. As auto-denominadas Forças Armadas de Cabinda (FAC) reivindicaram hoje a autoria de um ataque naquele enclave angolano que terá provocado quatro mortos entre as forças militares de Angola, o primeiro do género em 2018.

A informação consta de um “comunicado de guerra” do braço armado da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), que refere que a operação ocorrida na sexta-feira, resultou de um ataque a uma posição das Forças Armadas Angolanas (FAA) na área de Bembica, junto ao rio Chiloango, na região militar de Necuto.

Desde 2016, com o reactivar dos ataques, aquela organização já reivindicou vários ataques em Cabinda e a morte de dezenas de militares angolanos, informação sempre negada pelo Governo e chefias militares de Angola.

O ataque de sexta-feira, segundo FLEC/FAC, levou à morte de quatro soldados das forças angolanas e um guerrilheiro daquela organização.

“A FLEC/FAC reafirma disponibilidade para estabelecer um diálogo franco e sério com o Governo de Angola para preparar o fim do conflito em Cabinda”, refere o mesmo comunicado.

Aquela organização independentista defende que o Tratado de Simulambuco de 1 de Fevereiro de 1885, que tornou aquele enclave um “protectorado português”, continua em vigor, lutando há quase 50 anos, através de várias facções, pela independência do território.

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