FUTEBOL. Numa altura em que termina a fase de grupos da 21ª edição do Campeonato do Mundo de Futebol, que decorre na Rússia, as emoções estão ao rubro, estando muitos africanos a questionar se realmente vale a pena a participação das suas selecções na mais alta competição do desporto rei.

É um facto consumado que dentre as cinco selecções africanas que participam na copa do mundo, quatro têm as eliminações confirmadas, restando apenas o Senegal, que amanhã, 28.06.2018, tem a responsabilidade acrescida da continuidade da representação africana na fase seguinte, caso vença ou empate com a sua congénere da Colômbia.

Eliminadas e de volta ao Continente Berço estão as equipas do Egipto, Marrocos, Nigéria, e a Tunísia que apenas cumpre o terceiro e último jogo da fase de grupo a 28.06.2018.

Muitos africanos, amantes do futebol, sentem-se indignados com a arbitragem feita nos jogos que envolveram e prejudicaram as equipas africanas.

O pico das contestações ocorreu no jogo entre a selecção da Nigéria e a Argentina.

Entre as várias arbitrariedades contra os nigerianos, destacou-se um suposto penalti causado pelo defesa Marco Rojo, que tocou com o braço na bola, e que o árbitro principal não considerou, mesmo após ter recorrido às imagens do vídeo árbitro (VAR).

Consequentemente, elevaram-se as emoções nas redes sociais com acusações contra a FIFA, concluindo que “desporto não é justiça, mas sim negócio e interesses”.

Mariano Almeida, um dos mais destacados jornalistas desportivos angolano anunciou a sua desistência em comentar ou assistir ao restante dos jogos do Mundial em curso.

“Se os cinco juízes do VAR não viram penalti ou movimento faltoso, porquê que chamaram o árbitro para visualizar o lance?” questionou.

“Por tudo que aconteceu no jogo Nigéria-Argentina em particular no penalti não assinalado a favor da Nigéria, decidi não comentar mais e nem ver mais o mundial. É uma vergonha contra a dignidade africanista. Vomitei,” rematou Mariano Almeida.

Diante de resultados decepcionantes, os africanos orgulharam-se da performance das suas equipas, que apesar das “batotas”, souberam demonstrar “craquesa”, fair play, força, coragem e persistência que dignificaram o futebol do continente negro.

Desta feita, resta aos amantes do futebol africano a esperança de ver “Les Lions de la Téranga” (Leões de Teranga), conforme é conhecida a selecção senegalesa, a vencer ou empatar com a Colômbia para carimbar o passe para os oitavos-de-final do Mundial da Rússia 2018.

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