As autoridades angolanas não têm nenhum respeito nem consideração pela dignidade humana, nem da vida, dos funcionários públicos que sacrificam para os seus interesses. Em Cabinda, o Comissário Eusébio Domingos e Costa cai no ridículo de dizer que os polícias feitos prisioneiros de guerra pela FLEC são congoleses e falam português e que as fardas foram… roubadas.

Por Osvaldo Franque Buela (*)

Estão a demonstrar esta afirmação perante o mundo inteiro através de todos os canais de comunicação que o regime tem, com o único propósito de negar a guerra em Cabinda assim como a existência dos quatro polícias prisioneiros de guerra e não reféns que estão nas mãos das Forças Armada de Cabinda.

Se estou a usar o termo ou “prisioneiro de guerra” é por que eles baixaram as suas armas durante uma emboscada, em plena operação de guerra, de acordo com a Convenção de Genebra no seu artigo 44, num território que está em guerra e onde perderam dois de seus colegas da FAA.

As autoridades angolanas prefiram usar o termo “reféns” na sua negação vergonhosa, com o único objectivo de querer apresentar a resistência Cabindesa como um grupo terrorista, o seu sonho de sempre.

O nosso espanto é ainda maior pelo simples facto de ver que o regime sanguinário do MPLA, que sequestra e assassina os Cabindas em público ou em segredo, que viola mulheres, que priva da saúde e da educação a população, que explora e rouba tudo em Cabinda, colocou à disposição de seu primeiro sipaio em Cabinda, o comissário Eusébio Domingos e Costa, a TPA, RNA, ANGOP, Jornal de Angola para cumprir a missão de desmentir e negar totalmente a presença de quatro policias prisioneiros de guerra, o que representa uma verdadeira vergonha para o regime e para um dos melhores exército de África que consegui vencer o grande exercito da UNITA.

O sipaio comissário Eusébio Domingos e Costa começou a tocar o mesmo CD de sempre dizendo ainda que que a província goza de uma estabilidade político-militar que permite às populações circularem livremente, o que a população faz normalmente por não ser alvo das FAC, mas esqueceu-se de dizer que ali as FAA e outros sipaios de serviço só circulam armados até aos dentes.

A verdade é que o regime não estava preparado para esta evolução operacional das unidades operacionais das FAC, capaz de lhes servir um prato picante, desta forma.

Quando o comissário afirma sem vergonha que “em Cabinda, não existe e nunca se registaram actos que possam alterar o actual clima de paz, e que não existem quaisquer acções contra as nossas populações”, foge mais uma vez a esclarecer a opinião pública que eles é que fazem a guerra contra o povo desarmado e que a população nunca foi alvo da FLEC.

“É tudo falso, não existe nada que altere o clima político em Cabinda. As nossas forças mantêm-se firmes na garantia da estabilidade, e que os que aparecem no vídeo são congoleses que falam português, e que a farda foi roubado e levado para o Maiombe”, dizem.

Num verdadeiro Estado de Direito, a Inspecção Geral de polícia deveria pedir explicações ao comissario para esclarecer como é que é possível roubar fardamentos da polícia e por quem? Haveria infiltrados dentro da polícia angolana que colaboram abastecem a FLEC? Estas são declarações graves para o chefe de uma corporação importante como a Policia provincial.

O Comissário está mesmo ciente de que os prisioneiros são congoleses que falam português? Como é que ele sabe disto uma vez que nenhum prisioneiro fala no vídeo?

A verdade em todos essas afirmações é que essas autoridades angolanas irão sempre abandonar o seu próprio destino todos aqueles que defendem o regime com excesso de zelo. Felizmente que as FAC têm um elevado sentido de responsabilidade, mesmo perante os adversários, isto é, respeitam as convenções internacionais.

Os prisioneiros serão sempre tratados de forma humana e serão postos em liberdade com toda consideração humana e à luz do respeito pelos direitos humanos.

(*) Chefe do Gabinete da Presidência da FLEC

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