ANGOLA. As chuvas causaram em Angola, de Agosto a Dezembro deste ano, 38 mortos, 17 feridos e mais de 4.500 desalojados, além da destruição de cerca de 500 residências, divulgou hoje o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros.

Os dados foram avançados pelo porta-voz do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Sebastião, à margem da reunião de preparação do mecanismo de resposta sectorial para a época chuvosa 2017/2018, presidida pelo secretário de Estado para o Asseguramento Técnico, Hermenegildo Félix.

Segundo Faustino Sebastião, os resultados das chuvas apontam ainda para a destruição parcial de duas dezenas de residências e a inundação de mais de uma centena de outras, bem como de várias infra-estruturas.

Faustino Sebastião apontou como províncias mais afectadas, apesar do registo de chuvas abaixo do normal, Luanda, Benguela, Huambo, Cuando Cubango, Cuanza Norte, Lunda Norte, Lunda Sul, Malange, Uíge, Moxico e Zaire.

Por outro lado, algumas províncias de Angola estão a enfrentar um período prolongado de estiagem, como são o caso de Cunene, Huíla e Namibe, onde, desde 2012 a 2016, cerca de 1,2 milhões de pessoas foram afectadas pela seca.

Na sua intervenção, Hermenegildo Félix, considerou o crescimento desordenado das cidades, sobretudo nas zonas suburbanas, as causas da estatística apresentada.

Para o governante, o crescimento desordenado das cidades constitui um elevado factor de risco para a ocorrência de desastres em consequência das chuvas.

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