ANGOLA. A perda da comunicação registada ontem, entre o satélite angolano Angosat1 e as estações de controlo de Baykanour, no Cazaquistão, e Rovobono Sport, na Rússia, é considerada normal, previsto no protocolo de activa­ção do engenho.

A informação foi avançada pelo ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, em Moscovo, confirma o que o Folha 8 disse e desmente as declarações aos jornalistas, feitas no final do Conselho de Ministros, pelo secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Manuel Homem, que rejeitou que existam problemas nos contactos com o satélite.

De acordo com o insuspeito Jornal de Angola, o ministro prestou estas declarações depois de a Rússia ter anunciado a perda do contacto com o Angosat1, lançado terça-feira. As notícias apontavam para uma interrupção “temporária, com perda de telemetria”.

“É normal que as pessoas estejam preocupadas e queiram ter acesso a informações concretas. Fomos informados, pela equipa que está na estação de Baykanour, que o satélite está na sua base orbital. Precisamos, agora, das próximas 12 ou 14 horas, para que os engenheiros possam concluir com exactidão o que se está a passar, com recurso à observação microscópica. Deste modo, será possível determinar que comandos enviar para o engenho”, esclareceu.

O ministro aventou a hipótese de se tratar de um problema relacionado com os painéis solares ou do seu alinhamento com o sol. Mas isso o que vai determinar são as observações feitas pelos engenheiros. “Portanto, não há razões para alarmes. É normal que haja preocupação, visto ser a primeira vez que Angola entra para o domínio espacial”.

Especialistas dizem que a recuperação de um satélite parece difícil, mas não é impossível. Em 2010, a JAXA perdeu controlo sobre o satélite Akatsuki, que faria estudos na órbita de Vénus. Cinco anos depois, a Agência Espacial Japonesa retomou contacto com o satélite e o recuperou, colocando-o na órbita venusiana.

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