FAMINTOS E EXCLUÍDOS, SIM. MATUMBOS, NÃO!

O Presidente do MPLA nas vestes (por inerência) de Presidente da República, general João Lourenço, afirma que o turismo gerou receitas de 667 milhões de dólares em 2025 e contribuiu para a criação de mais de 9 mil postos de trabalho, consolidando a sua posição como um dos sectores estratégicos para a diversificação da economia nacional.

Durante o discurso de abertura da 5.ª Sessão Legislativa da V Legislatura, na Assembleia Nacional, João Lourenço destacou o papel do sector na atracção de investimento privado, na dinamização das economias locais e na valorização dos recursos naturais, culturais e históricos do país.

Na versão do MPLA (partido no Poder há 50 anos) Angola dispõe actualmente de 1.577 estabelecimentos hoteleiros e similares, com uma oferta superior a 31 mil quartos. Em 2025, a taxa média de ocupação atingiu 72% nos hotéis e 75% nos restantes meios de alojamento, sendo o turismo interno responsável por cerca de 70% da ocupação registada.

Para o Presidente do MPLA, o crescimento do turismo interno demonstra um interesse cada vez maior dos cidadãos em conhecer o território nacional e valorizar o património natural, cultural e histórico de Angola, começando desde logo pela existência de 20 milhões de pobres e mais uns quantos milhões de angolanos que continuam a aprender a viver sem… comer.

Entre as medidas que supostamente foram adoptadas pelo Executivo para impulsionar a actividade turística, João Lourenço destacou a isenção de vistos para cidadãos de 99 países e a introdução do visto electrónico, iniciativas destinadas a facilitar a entrada de visitantes estrangeiros e a melhorar as condições de acesso ao país.

Segundo o prolixo texto de propaganda elaborado pelo MPLA, o Executivo implementou igualmente programas específicos para promover o desenvolvimento do sector, com destaque para o Planifica Turismo, orientado para a organização de destinos prioritários; o Comunica Turismo, destinado a reforçar a presença de Angola nas principais feiras internacionais e a sua visibilidade no mercado global; e o Capacita Turismo, que tem promovido a formação de profissionais nas áreas da hotelaria e restauração.

O Chefe de Estado assinalou ainda a expansão do turismo de cruzeiros, que registou um crescimento do número de visitantes.

No domínio da simplificação administrativa, o Executivo aprovou o SIMPLIFICA 3.0 e medidas associadas ao Simplifica Turismo, com o objectivo de reduzir a burocracia no licenciamento da actividade turística. Entre as soluções previstas estão mecanismos de licenciamento zero e a atribuição de alvarás de duração ilimitada no sector.

A estratégia de desenvolvimento do turismo inclui também o programa Investe Turismo, recentemente aprovado, destinado a atrair investimento privado e a valorizar activos públicos em zonas com potencial turístico.

Entre as áreas prioritárias identificadas pelo Executivo estão o Mussulo, Cabo Ledo, Ponta do Padrão, as quedas de Calandula e a Serra da Leba, consideradas zonas de interesse turístico em fase de estruturação e planificação.

João Lourenço destacou igualmente a realização do Fórum de Investimento no Turismo Angola 2026, que decorreu em Luanda, de 17 a 19 de Junho, com o propósito de posicionar o país como um dos principais destinos africanos para o investimento turístico.

O encontro constituiu uma oportunidade para apresentar as potencialidades turísticas nacionais a investidores internacionais e promover novas parcerias para o desenvolvimento da actividade.

O Executivo diz que pretende continuar a investir na melhoria dos acessos, da sinalização e do ordenamento dos destinos turísticos, bem como na criação de condições favoráveis à participação do sector privado.

Segundo o Presidente do MPLA, a aposta no turismo visa ampliar a criação de emprego, aumentar o rendimento das famílias, dinamizar as economias locais e valorizar os recursos nacionais.

A estratégia enquadra-se nos esforços de diversificação económica, procurando transformar o potencial natural, cultural e histórico de Angola numa fonte sustentável de actividade económica e desenvolvimento para as diferentes regiões do país.

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