Angola registou 184 casos de mpox entre 6 de Julho e 16 de Agosto, o segundo número mais elevado em África, elevando para 274 o total de infecções e uma morte, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com o mais recente relatório da OMS sobre o surto multinacional de mpox, Angola foi apenas ultrapassada por Madagáscar, que registou 785 casos naquele período, e ficou à frente do Quénia (94), República Democrática do Congo (41) e Camarões (28), entre 6 de Julho e 16 de Agosto.
“Embora tenham sido detectados casos confirmados esporádicos no final de 2024 e ao longo de 2025, registou-se um aumento acentuado do número de casos notificados desde meados de Maio de 2026”, indicou a OMS.
“Oito das 21 províncias (38%) registaram casos confirmados desde 2024, duas das quais (Cabinda e Moxico Leste) concentraram todos os casos confirmados desde o início do actual surto, em Abril de 2026”, acrescentou.
Cabinda concentra 193 dos 274 casos confirmados, cerca de 70% do total.
Cabinda, separado do restante território angolano por uma estreita faixa de território pertencente à República Democrática do Congo (RDCongo), “representa um risco significativo de propagação transfronteiriça”, alertou a organização.
Os jovens adultos entre os 20 e os 29 anos são o grupo mais afetado, correspondendo a 53% dos casos confirmados, enquanto 56% das infecções foram registadas entre mulheres e raparigas.
A OMS recordou, no mesmo relatório, que as acções de resposta estão em curso por parte das autoridades angolanas, “incluindo a revisão e ativação do plano nacional de resposta, a mobilização de equipas de resposta rápida a nível nacional e provincial”.
Além disso, as autoridades reforçaram “a procura activa de casos nas zonas onde existe transmissão, o rastreio e acompanhamento de contactos, a sensibilização das comunidades e a vacinação de contactos e profissionais de saúde nos municípios com maior risco de propagação”.
Na Guiné-Bissau, a OMS contabilizava sete casos confirmados de mpox e nenhuma morte até 16 de Agosto, depois do primeiro caso ter sido confirmado em 26 de Junho.
Desde a detecção do primeiro caso, foram investigados 47 casos suspeitos, dos quais seis tiveram resultado positivo, elevando para sete o total de infeções confirmadas.
Todos os casos foram registados em Bissau e arredores, tendo as análises genómicas identificado a circulação do clado IIb do vírus da mpox.
“Estão em curso medidas de resposta, incluindo a ativação do Sistema de Gestão de Incidentes, a investigação de casos, o rastreio de contactos, a gestão dos casos, a comunicação de risco e o envolvimento das comunidades”, sublinhou a OMS.
A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, que pode manifestar-se através de febre, dores de cabeça, musculares e nas articulações, aumento dos gânglios linfáticos e lesões na pele ou nas mucosas, que podem aparecer sob a forma de manchas, bolhas e feridas.
