MPLA DIVERSIFICA A ECONOMIA SUBSTITUINDO O PETRÓELO POR… PETRÓLEO

A concessionária angolana de petróleo e gás anunciou hoje que estão projectados investimentos superiores a 70 mil milhões de dólares (60,2 mil milhões de euros) para exploração, produção, gás natural e infra-estruturas energéticas nos próximos cinco anos.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) de Angola, concessionária nacional, o petróleo e gás “permanecem activos estratégicos para a economia angolana”.

Em declarações na sétima edição da Conferência Angola Oil & Gas, que se iniciou hoje em Luanda, Paulino Jerónimo fez saber que, para os próximos cinco anos estão projectados investimentos acima de 70 mil milhões de dólares, abrangendo atividades de exploração, produção, gás natural e infraestruturas energéticas.

Por outro lado, garantiu que a ANPG vai continuar a aperfeiçoar os modelos contratuais para conferir maior estabilidade, previsibilidade fiscal e eficiência institucional.

“Vamos continuar a aperfeiçoar os nossos modelos contratuais, sobretudo quando as características geológicas, económicas ou operacionais dos projectos assim o exigirem. Os incentivos devem ser concebidos para gerar resultados: mais pesquisa, mais perfuração, mais descobertas (…) e mais produção”, referiu.

O responsável salientou que a objectivo da ANPG “não é apenas atribuir blocos”, mas, argumentou, transformar blocos em investimento, investimento em descoberta e descobertas em produção.

Paulino Jerónimo disse que Angola deu passos importantes na revitalização do sector petrolífero e sinalizou que está em aprovação a estratégia de hidrocarbonetos até 2050 e que o Plano de Atribuição de Concessões será implementado com maior “celeridade, transparência e eficiência”.

Destacou igualmente as novas descobertas em blocos ‘offshore’ e o crescimento da cadeia de valor do gás natural através da Angola LNG (Gás Natural Liquefeito).

De acordo com o presidente da ANPG, que abordava as acções desenvolvidas pela agência criada há sete anos e o contexto da produção petrolífera do país, o ‘offshore’ angolano representa uma nova fronteira de oportunidades.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP) de Angola abordou, na ocasião, o futuro do sector ‘midstream’ (transporte e armazenamento) na indústria petrolífera angolana.

Para Luís Fernandes, o futuro do setor deve assentar numa “visão clara”, nomeadamente “garantir o acesso seguro, regular e sustentável a produtos de qualidade, a preços justos e em condições de mercado transparentes”.

O gestor do IRDP defendeu que para a concretização dos referidos pressupostos, a segurança energética surge como o “primeiro pilar fundamental” e que Angola precisa de consolidar um sistema capaz de resistir a choques externos, interrupções logísticas e oscilações dos mercados internacionais.

Além disso, enumerou também a criação de valor, a competitividade, a atracção de investimento, a proteção do consumidor e qualidade dos produtos como outros pilares essenciais.

“Investir no Futuro de Angola” é o lema da conferência internacional e exposição Angola Oil & Gas 2026, que congrega na capital angolana operadores, reguladores, investidores globais e empresas de serviços.

Financiamento, gás, refinação, conteúdo local, inteligência artificial, produção e exploração em águas profundas estão entre os temas em debate neste encontro que decorre até quinta-feira no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda.

Artigos Relacionados

Leave a Comment