A balança comercial de Angola, há 50 anos gerida pelo MPLA, registou em 2025 uma deterioração de 31,50%, apesar da excepção dos diamantes, impulsionados pela nova mina do Luele, segundo estatísticas oficiais.
O Anuário de Estatísticas do Comércio Externo 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revela que o saldo continua positivo, mas caiu de 18,6 biliões de kwanzas (17.586 milhões de euros) em 2024 para 12,8 biliões de kwanzas (12.047 milhões de euros).
A deterioração resulta da diminuição das exportações, que recuaram 11,53%, para 28 biliões de kwanzas (26.478 milhões de euros), e do incremento de 16,93% das importações, que cresceram para 15,3 biliões de kwanzas (14.431 milhões de euros).
A queda das exportações é justificada sobretudo pelo petróleo bruto, que representa mais de 90% do total exportado — cerca de 24.211 milhões de euros —, e desceu 14,16% face a 2024, reflectindo a redução dos volumes exportados e da descida dos preços internacionais.
Os diamantes foram a excepção, já que as exportações de pedras preciosas e metais preciosos cresceram 21,15%, para 1,6 biliões de kwanzas (1.534 milhões de euros), impulsionadas pela nova mina do Luele, que iniciou a produção no terceiro trimestre de 2024 e quase duplicou a produção de quilates exportados.
A taxa de cobertura das importações pelas exportações desceu de 242,5% em 2024 para 183,5% em 2025.
No lado das exportações, a China continua a ser o principal destino, com 47% do total, seguida da Índia, com 11,84%, e da Indonésia, com 6,40%.
Os cinco maiores destinos concentram mais de 76% das exportações totais, evidenciando uma concentração geográfica que acentua a vulnerabilidade da economia angolana a oscilações externas.

