Angola conta actualmente com mais de 13 milhões de utilizadores de telemóvel, mais de 170.000 da rede telefónica fixa e quase seis milhões de clientes do serviço de Internet, revelou hoje o secretário de Estado das Telecomunicações angolano.

Os dados foram avançados por Mário Augusto de Oliveira, em Luanda, na abertura de segundo workshop sobre Indicadores das Tecnologias de Informação e Comunicação, promovido pelo Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), acrescentando que são números oficiais dos resultados estatísticos consolidados até Dezembro de 2018 em Angola, país que conta com cerca de 26 milhões de habitantes.

O governante defendeu também a necessidade de haver uma formação contínua para melhor compreensão das novas tecnologias.

Sobre os indicadores dos serviços das comunicações electrónicas em Angola, Mário Augusto de Oliveira realçou os resultados de 2018, afirmando que o país conta com um total de 13.288.421 utilizadores dos serviços da rede móvel, 171.858 da rede fixa e 5.927.715 utentes do serviço de internet.

As estatísticas apontam que Angola conta também com 1.928.237 subscritores dos serviços de televisão por assinatura.

O workshop decorre paralelamente a um ciclo de formação que congrega órgãos reguladores dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), operadores angolanos dos serviços de telecomunicações e representantes da União Internacional das Telecomunicações (UIT).

Segundo Mário Augusto Oliveira, Angola precisa de “mais acções de formação do género, atendendo à dinâmica de evolução tecnológica e ao novo quadro legislativo que liberaliza o mercado das tecnologias de informação e comunicação” no país.

“O cenário permite o surgimento de mais atores com licenças multisserviços ou títulos globais unificados”, disse.

Por seu lado, o presidente do conselho de administração do INACOM, Leonel Augusto, assinalou a importância do workshop e do ciclo de formação, promovido pelo órgão que dirige, que “contribui para a capacitação e desenvolvimento de competências”.

“Pretende, acima de tudo, sensibilizar os responsáveis dos operadores relativamente à necessidade de, juntos, continuarmos a trabalhar no sentido de melhorar a qualidade da recolha e divulgação e compilação dos dados estatísticos”, afirmou.

Lusa

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