ANGOLA. Um grupo de cidadãos da província angolana da Lunda Norte agendou para sábado uma marcha de protesto contra o aumento do preço dos bilhetes de passagem da transportadora aérea nacional, TAAG.

De acordo com Roberto da Conceição, funcionário público e promotor da marcha, a mesma foi comunicada na quarta-feira, ao governo da província, e deverá culminar com a entrega de uma nota de repúdio à TAAG, pelos altos preços praticados pela companhia, que mais do que duplicaram em Janeiro.

“Eu, como mentor principal da marcha, tinha a intenção de fazer uma carta e levar à direcção da TAAG sozinho, mas como o assunto afecta a província inteira, achei conveniente convidar a população no intuito de irmos marchando até à direcção provincial da TAAG e deixar a carta e regressarmos a casa, apenas isso”, explicou Roberto da Conceição.

Segundo o organizador do protesto, o preço agora estipulado para o bilhete de passagem é bastante alto e afecta a população local, já que não se coaduna com o nível de vida actual naquela província diamantífera angolana.

“De acordo com o estilo de vida que a população tem cá na província, não ajuda muito essa subida dos preços, aliado ao facto de a empresa MACON [transportadora rodoviária] ter suspendido, temporariamente, as viagens para o leste do país, devido ao péssimo estado das vias. Isso dificultou de uma forma enorme o desenvolvimento da província”, lamentou.

Roberto da Conceição referiu que não há alternativas para se verem ligados à capital do país: “Somente a TAAG é que nos tem ajudado para transitar da Lunda Norte para Luanda, em questões de tratamento, férias, formação, compras”.

Acrescentou que a passagem, ida e volta, do Dundo para Luanda tem agora o custo de 84.000 kwanzas (325 euros), contra os anteriores 34.000 kwanzas (130 euros), apenas para uma viagem.

Na quinta-feira, o subdirector de vendas da TAAG, António Bartolomeu, referiu que a companhia está a fazer um estudo a pedido dos governos provinciais para baixar os preços, medida que visa responder às reclamações dos clientes.

As passagens nas rotas domésticas da companhia registaram um aumento no princípio do ano, devido à depreciação da moeda nacional, tendo o kwanza sofrido uma queda de 28% face ao euro, o que obrigou ao reajuste dos preços.

Lusa

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