ANGOLA. Um estudo epidemiológico sobre o cancro pediátrico, realizado em Angola entre 2011 e 2016, identificou 555 tipos da doença em crianças, entre os quatro e os 14 anos, foi hoje anunciado em Cabinda.

Os resultados preliminares do estudo, realizado pela especialista em oncologia, Charlene McShane, da Queen’s University Belfast, do Reino Unido, foram apresentados durante a Conferência sobre o Cancro na Infância em Angola, realizada quarta e quinta-feira, na cidade de Cabinda, promovida pela Universidade 11 de Novembro.

Segundo a especialista, durante cinco anos foi possível concluir que entre os mais de 500 tipos de cancros, os mais comuns são o tumor renal, a retinoblastoma, o linfoma, a sarcoma de tecidos moles e a leucemia.

Os dados, que foram obtidos com base em informações do Instituto Nacional de Oncologia de Angola, indicam ainda que os tipos de cancro mais comuns têm maior incidência nos rapazes, enquanto o linfoma é maioritariamente diagnosticado em raparigas.

A especialista, citada pela agência noticiosa angolana, Angop, referiu que 15% das crianças diagnosticadas vivem em Luanda, capital de Angola, acrescentando que, durante o estudo, 32% cento das crianças faleceram.

O Instituto Nacional de Oncologia de Angola regista por ano 3.000 novos casos, números que continuam a crescer pelo país.

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