ANGOLA. O Estado angolano deve mais de 3.000 milhões de kwanzas (mais de 11 milhões de euros) a cerca de 1.500 professores universitários, entre subsídios e salários por pagar nos últimos sete anos, divulgou hoje o sindicato do sector.

Os números foram confirmados pelo secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior (SINPES) de Angola, Eduardo Peres Alberto, que acrescentou que o assunto já foi abordado na terça-feira, na primeira ronda negocial que o sindicato manteve com o Ministério do Ensino Superior, com promessa de solução ainda para este ano.

«Sobre a dívida pública, avaliada acima dos três bilhões de kwanzas [3.000 milhões de kwanzas], segundo o Ministério há já trabalhos avançados, sendo que foi já criada mesmo ontem [terça-feira] uma comissão a propósito. Quanto aos fundos para investigação científica, o processo está também em curso», disse.

Acrescentou que “dentro deste entendimento” é de esperar “uma luz no fundo do túnel”, pelo que o SINPES pretende realizar a sua assembleia-geral de balanço na primeira quinzena de maio “para avaliar os resultados dessa primeira ronda negocial”.

Segundo o sindicalista, nesta ronda negocial com o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, o caderno reivindicativo de 2012/2013 também esteve em apreciação, bem como a problemática dos salários e dos estatutos remuneratório e da carreira docente.

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