MALÁRIA. O ex-ministro da Saúde da Namíbia, Richard Kamwi, disse hoje, em declarações à agência chinesa Xinhua, que cerca de 90% dos casos de malária no mundo ocorrem na região da África subsaariana. Limitou-se, aliás, a repetir as informações dos Médicos Sem Fronteiras. Também poderia ter dito que 70% dos países não tratam adequadamente seus pacientes.

O anúncio, que afinal nada tem de novo, foi feito à margem da 38.ª Cimeira da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que decorre na Namíbia.

Richard Kamwi, antigo ministro da Saúde e dos Serviços Sociais da Namíbia, é embaixador da iniciativa ‘Elimination 8’ (E8).

A E8, estabelecida em oito países da África Austral, pretende erradicar a malária na África subsaariana, a doença que mais mata na região.

“Cerca de 90% dos casos de malária e 91% das mortes por malária no mundo ocorrem na África subsaariana, a maioria sendo crianças com cinco anos e mulheres grávidas”, acrescentou o embaixador.

Um estudo realizado em 12 países da região e publicado eeste ano apontou que a doença custa 12 mil milhões de dólares por ano à economia africana, e que países com altas taxas de malária vêm o crescimento da sua economia afectada até 1,3 pontos percentuais.

“Estima-se que 75% dos negócios África subsaariana sejam afectados negativamente pela malária. Erradicar a malária ia reduzir custos, melhor a saúde dos trabalhadores, aumentar a produtividade e cortar no absentismo”, disse.

O antigo ministro acrescentou que “iria permitir fortalecer o turismo e libertar recursos anteriormente usados no combate contra a malária”.

Os membros do E8 são Angola, Botsuana, o Reino de Eswatini (anteriormente Suazilândia), Moçambique, Namíbia, África do Sul, Zâmbia e Zimbabué.

Folha 8 com Lusa

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