O Presidente do Peru (em qual é que estavam a pensar?), Pablo Kuczynski, anunciou hoje a demissão do cargo após acusações de corrupção, cabendo agora ao Congresso peruano a decisão de aceitar a renúncia ou rejeitá-la.

Pablo Kuczynski anunciou, em comunicação televisiva, a intenção de renúncia ao cargo perante o que classificou como “situação difícil de acusações de corrupção injustas”.

“Penso que o melhor para o país é que me demita da Presidência da República”, disse, o que significa que caberá ao Congresso a decisão de aceitar ou não a demissão.

Se assim acontecer, o Congresso do Peru transferirá o poder para o vice-Presidente Martin Vizcarra, que tem servido o país como embaixador no Canadá.

Kuczynski foi pressionado a resignar depois do choque provocado pela revelação na terça-feira de vídeos filmados secretamente, de curta duração, em que vários aliados do Presidente conservador são vistos alegadamente a tentarem comprar o apoio de um legislador para impedir o ‘impeachment’.

Os filmes apresentados pelo principal partido de oposição mostram alegadas tentativas do advogado de Kuczynski, um funcionário do Governo, e Kenji Fujimori, o filho do ex-homem-forte Alberto Fujimori, tentando convencer o legislador a apoiar o Presidente em troca de contratos estaduais no distrito.

Os vídeos lançaram a crise política no Peru três semanas antes do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitar a nação sul-americana por ocasião de uma cimeira regional.

Em Dezembro, Kenji Fujimori liderou um grupo de legisladores que desafiou a liderança de sua irmã Keiko do Partido da Força Popular para bloquear de forma restrita a destituição de Kuczynski.

Dias depois, Kuczynski perdoou Alberto Fujimori do cumprimento de uma sentença de prisão de 25 anos por abusos dos direitos humanos cometidos durante os 10 anos de mandato presidencial.

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