O cabeça-de-lista do MPLA, eleito a 23 de Agosto, comummente tratado como Presidente de Angola eleito, João Lourenço, levou hoje ao conhecimento do Bureau Político do MPLA a proposta de composição do novo Governo, que deverá representar uma redução face aos actuais mais de 30 ministérios.

O assunto foi analisado hoje em reunião ordinária do Bureau Político do partido no poder em Angola desde 1975, sob orientação do presidente do MPLA e ainda chefe de Estado angolano há 38 anos, José Eduardo dos Santos.

O órgão máximo do partido, de acordo com informação oficial disponibilizada, “apreciou o calendário de investidura” do Presidente da República, do vice-Presidente da República, dos deputados à Assembleia Nacional e do Governo, conforme decorre das eleições de 23 de Agosto, que o MPLA venceu, com 61% dos votos, segundo os dados oficiais da sua sucursal eleitoral, a Comissão Nacional Eleitoral.

Na mesma informação, o Bureau Político refere ter apreciado ainda a proposta de composição da mesa da Assembleia Nacional, da presidência do Grupo Parlamentar do MPLA, da nomenclatura das comissões de trabalho permanentes e “tomou conhecimento dos departamentos ministeriais que vão compor os órgãos auxiliares do Presidente da República”.

“O Bureau Político reafirma que o executivo, a ser constituído pelo MPLA, vai governar para e com todos os angolanos e que o Presidente eleito, camarada João Manuel Gonçalves Lourenço, será o Presidente de todos os angolanos, promovendo uma gestão inclusiva e baseada nos princípios da boa governação”, lê-se na mesma informação.

Algumas indicações dadas por fontes do partido apontam para um emagrecimento do novo Governo, face aos 31 ministros que compõem o executivo anterior.

Assim, sob a direcção (tradicionalmente divina) de José Eduardo dos Santos, presidente (mais do que) emérito do MPLA, tevê lugar a 5ª reunião Ordinária do Bureau Político na qual o partido “manifestou profundo agradecimento ao povo angolano, pela afluência massiva e ordeira às urnas, no dia 23 de Agosto e por ter votado, maioritariamente, no MPLA, conferindo-lhe legitimidade para governar o país, nos próximos cinco anos”.

Comemorando-se, a 17 de Setembro corrente, o Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional do MPLA, o Bureau Político do MPLA exortou o povo angolano (incluindo, presume-se, os 20 milhões de pobres) a participar nas actividades alusivas à efeméride, de forma “a reverenciar o contributo do Presidente Agostinho Neto, fundador da Nação Angolana e primeiro Presidente da República de Angola, na luta pela conquista e pela preservação da Independência Nacional”.

Folha 8 com Lusa

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