ANGOLA. Um grupo de cidadãos estrangeiros, cujas nacionalidades não foram reveladas (o que é pena e se presta a especulações), tentou efectuar o registo eleitoral em postos instalados no leste de Angola, informou hoje Ministério da Administração do Território.

Em declarações à imprensa, no fim da reunião com partidos políticos para apresentação do relatório de balanço de actividades em Janeiro, o secretário de Estado para os Assuntos Institucionais do Ministério da Administração do Território, Adão de Almeida, minimizou o facto, sublinhando que têm sido desenvolvidos “mecanismos próprios de despiste” para conter essas pretensões.

“Pelo facto de sermos um país com potencial de imigração muito grande, é comum que, em circunstâncias dessas, alguns cidadãos estrangeiros tentem fazer o registo eleitoral, quanto mais não seja, que no registo eleitoral é possível registar-se com prova testemunhal”, disse Adão de Almeida.

Segundo o governante, foram tomadas algumas medidas para se prevenir situações dessa natureza, nomeadamente o envolvimento de quadros do Serviço de Migração de Estrangeiros no processo de registo eleitoral para auxílio dos brigadistas no processo.

A segunda fase do processo de actualização do registo eleitoral em Angola teve início a 5 de Janeiro e estender-se-á até 31 de Março, tendo até à presente data sido registados mais de sete milhões de cidadãos, prevendo-se até Março atingir mais dois milhões de angolanos.

As eleições gerais em Angola estão previstas para o mês de agosto, tendo o MPLA, partido que governa Angola desde 1975, apresentado já a lista dos seus candidatos à Assembleia Nacional, encabeçada pelo actual vice-presidente do partido e ministro da Defesa de Angola, João Lourenço.

Lusa

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