ANGOLA. Vários projectos de investimento, acima de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) estão a ser recebidos pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), para acesso à linha de crédito disponibilizada pelo Banco de Desenvolvimento da Bielorrússia.

A informação foi avançada, em Luanda, pelo presidente do conselho de administração do BDA, Abraão Gourgel, no final do encontro, do qual fez parte, além do ministro das Finanças angolano, Archer Mangueira, e do ministro da Indústria da Bielorrússia, Vitaly Vovk, de visita a Angola.

O BDA e o Banco de Desenvolvimento da Bielorrússia têm um acordo de cooperação, assinado em Junho deste ano, que visa o financiamento de projectos privados no sector produtivo, que se encontra agora numa fase de operacionalização, antes de se dar início ao processo de financiamento.

Abraão Gourgel referiu que os investidores angolanos devem reunir as condições exigidas pela linha de crédito, em termos de idoneidade, capacidade técnica e de gestão, para serem aprovados pelo Banco de Desenvolvimento da Bielorrússia.

“No fundo tem que passar por uma análise de risco, que é feita pelo BDA, enquanto gestor em nome do Banco de Desenvolvimento da Bielorrússia”, explicou Abraão Gourgel, citado hoje pelo Jornal de Angola.

Segundo o administrador, serão priorizados os projectos que promovam a exportação de produtos ou que resultem na substituição de importações, nomeadamente na agricultura, indústria e geologia e minas.

Aquele dirigente salientou ainda que o governante bielorrusso manifestou interesse em cooperar em áreas como o petróleo, através da refinação de óleo bruto, geologia e minas e agricultura.

Por sua vez, Vitaly Vovk, que termina hoje uma visita de três dias a Angola, frisou que o montante da linha de crédito depende dos projectos apresentados, salientando que a Bielorrússia está focada, não só, num processo de compra e venda, como de montagem de fábricas, nomeadamente a de tractores, bem como na formação de quadros.

O governante bielorrusso disse que o encontro marcou o início de uma cooperação mais profunda com as autoridades angolanas, garantindo certeza de que “este será o primeiro de muitos encontros”.

Lusa

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