O nome antes de nobreza, erguido pelos nobres povos, com muito suor, lágrimas, ética, moral e honestidade, navega hoje, num fedorento lamaçal face à desmedida ambição de uma clique instalada no poder, pela força das armas, quando a democracia deveria ser, em 1975, a primeira bandeira de um novo regime em Angola.

Por William Tonet

Hoje, infelizmente, para vergonha colectiva dos angolanos honestos, onde se inclui a maioria que sofre e engrossa os 20 milhões de pobres, o governo do Titular do Poder Executivo, está associado à corrupção, à roubalheira institucional, à lavagem de dinheiro, a criminosos de colarinho branco, a batoteiros eleitores, à máfia da droga, à má gestão económica e social e a bilionários que não enriqueceram pelo seu suor ou saber, mas pelo roubo descarado dos cofres do erário público.

Em defesa de tantos rótulos negativos, que fazem manchetes de jornais e relatórios de organizações internacionais, o regime defende-se, falando numa feroz e cega perseguição, na inveja e em objectivos políticos inconfessos desses órgãos e países, face à alegada independência do regime. Pode ser que sim, mas quando, na esquina onde o “vento faz a curva”, um menino, um imberbe, que nem sabe quanto “custa a liberdade, quanto custa uma letra do país”, com 20 milhões de pobres, que se alimentam uma vez por dia, com menos de USD 2,00, quando podem, comprar um relógio de 500 mil dólares, ainda que venha embrulhado em quadros de um pintor, que nada significa para a maioria dos angolanos, tudo incrimina.

Na realidade, se o acto de Danilo dos Santos, foi estimulado por uma “masturbação financeira precoce”, sem autorização e conhecimento dos pais, é muito grave… ao ponto dessa tresloucada atitude de menino rico, poder agravar o estado de saúde do progenitor, coincidentemente, Presidente da República.

Mas, se a compra obteve a prévia bênção dos papás, então estamos diante de um descarado crime não só de suborno, previsto e punível pelo art.º 127 (Responsabilidade criminal) da Constituição, mas de enriquecimento ilícito e sem justa causa, que ofende os autóctones deste país.

Quem tem, aos 22 anos de idade, 500 mil dólares, para comprar um relógio, riscando no centro dos holofotes, em plena América, um cartão VISA, tem muitos outros 500 mil de uma bufunfa que engorda com uma quadrilha de cúmplices que delapidam vorazmente os cofres do Estado, uma vez o salário dos pais, se ganho honestamente, não lhe permitir comprar um relógio de mais de 2 mil dólares….

Mas como um escândalo não vem só, surge outra manchete de lavagem de dinheiro implicando a irmã, Welwitcha dos Santos em Lisboa, acusada pelas autoridades judiciais portuguesas, quando antes, o irmão Zenú era acusado de cumplicidade no misterioso desvio de mais de 2 mil milhões de dólares do Fundo Soberano.

E como se não bastasse a bilionária empresária Isabel dos Santos é acusada por uma agência internacional de estar a levar a SONANGOL, agora mais conhecida por ISANGOL, à falência técnica e financeira, como nunca antes. A nova PCA, filha do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, já veio no twiter desmentir a notícia, rotulando o seu autor de ser uma espécie de “mercenário”.

Ninguém sabe onde repousa a verdade, sobre tanta informação e denúncia, sobre os filhos do Presidente da República e quando isso vai parar, mas a maioria, já não tem dúvidas onde está domiciliada a mentira.

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