Mais de 30 activistas angolanos subscreveram um “manifesto de solidariedade” onde exigem a libertação incondicional do activista António Domingos «Magno».

No referido documento, os subscritores afirmam que a situação que o activista Magno enfrenta “é mais uma prova de que a justiça angolana não é autónoma, mas sim dependente do poder político”.

Classificando o activista como “mais uma vítima dos abusos da Procuradoria-Geral da República de Angola”, lê-se no manifesto enviado ao F8 que a obrigação de se apresentar de 15 em 15 dias na secretaria da Procuradoria-Geral da República imposta a Magno Domingos como medida de coacção é “mais um desrespeito desavergonhado pela letra da lei aprovada pelos próprios legisladores do MPLA”.

Questionam ainda a razão da aprovação de leis boas que não são cumpridas pelo sistema judicial angolano. “Para mostrar aos estrangeiros que temos leis boas?”, perguntam, e acrescentam: “as autoridades judiciais do país foram transformadas num braço civil do governo”.

Acusando o Executivo de “guardar a justiça no armário”, os subscritores, a maioria com histórico de perseguições, agressões e alguns já presos pelas autoridades angolanas, declaram que “Angola tem de ter uma Justiça livre para um Povo livre”, pelo que “tem de começar um novo tempo para o sistema de Justiça, sem as mordaças e as omissões da Procuradoria-Geral da República”.

Recordemos que Magno Domingos ficou preso durante 22 dias em 2015 sem culpa formada. Foi detido por agentes do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE) quando se dirigia quando se dirigia à Assembleia Nacional para ouvir a leitura do discurso de José Eduardo dos Santos sobre o estado da nação feita por Manuel Vicente, vice-presidente de Angola.

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