SE “HAVER” NECESSIDADE… JE PARLE FRANÇAIS

A embaixadora de França em Angola, Sophie Aubert, destaca a aposta na massificação do ensino da língua francesa em Angola, como garantia do apoio ao multilinguismo e o multilateralismo. Assim, a prioridade é o desenvolvimento da língua e, por esta razão, os membros dos países da Francofonia apoiam as outras nações para o desenvolvimento do francês no sistema de educação.

Em particular, em Angola, disse, a Embaixada de França apoiou a generalização do ensino de francês a partir da 5ª classe junto com o Ministério da Educação e continua a trabalhar com o Gabinete de Estudos da Língua Francesa em Angola (BELFA – na sigla em francês) e outras instituições afins.

Por outro lado, referiu que o multilinguismo é o diálogo dos idiomas, tendo considerado que nenhuma língua pode viver excluindo as outras. Por isso, diz, é preciso priorizar a defesa do multilateralismo por ser um espaço de interacção que, actualmente, tem faltado.

Recorde-se que em Maio de 2024, o Ministério da Educação de Angola (Med), pela voz da então ministra da tutela, Luísa Grilo, garantiu a introdução no ano seguinte das disciplinas de francês e inglês, no currículo dos alunos da 5.ª e 6.ª classes.

Angola acolheu em Outubro de 2025, pela primeira vez, o Bureau d’Étude des Langues et des Cultures (BELC) regional, uma formação internacional de professores de francês, que decorreu em Luanda reunindo participantes de dez países africanos.

A embaixadora francesa, Sophie Aubert, afirmou, no lançamento da iniciativa, que a escolha de Luanda “reflectia a crescente importância da francofonia no país e a cooperação sólida entre França e Angola no domínio linguístico”.

“O francês é um trunfo linguístico, uma riqueza cultural e uma ferramenta de desenvolvimento profissional, porque abre oportunidades tanto a nível individual como a nível do país”, sublinhou.

A diplomata destacou que cerca de 12% da população angolana é francófona, um número que reforça o peso da língua francesa num espaço regional onde “os países vizinhos do norte têm uma forte ligação histórica e cultural com Angola”.

“Falar francês é favorecer a compreensão mútua e o reforço dos intercâmbios”, afirmou, lembrando que a língua “pode contribuir ainda mais para a aproximação entre os povos e para o dinamismo regional”.

Organizado pela Embaixada da França em Angola e concebido pela France Éducation International, o encontro assinalou o primeiro aniversário da adesão de Angola à Organização Internacional da Francofonia (OIF) e visou actualizar métodos de ensino e promover novas abordagens pedagógicas do francês como língua estrangeira.

O evento contou com cerca de uma centena de representantes de Angola, Namíbia, Guiné Equatorial, Burundi, Quénia, Etiópia, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo, Moçambique e Eswatini, e teve como objectivo dotar professores e instituições de ensino de ferramentas pedagógicas mais inovadoras para a difusão do francês.

Sophie Aubert recordou ainda o papel das Alianças Francesas de Luanda, Cabinda e Lubango, do Liceu Francês (com mais de mil alunos) e das seis escolas Eiffel espalhadas pelo país, bem como a cooperação com a Associação de Professores de Francês em Angola, criada em 1995.

“Temos uma parceria duradoura com as instituições angolanas, que se traduz na formação de professores e na promoção do francês como língua de diálogo, cultura e oportunidades”, concluiu.

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