O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, vai, neste fim-de-semana, terminar o seu mandato na liderança da União Africana e passar o testemunho à República do Burundi durante a 39.ª conferência de Chefes de Estados e de Governos para testemunhar a conclusão do mandato de Angola, na capital da Etiópia, Adis Abeba, cidade sede da União Africana.
Por Berlantino Dário
Volvidos 12 meses, o porta-voz da Presidência da República, Luís Fernando, esclareceu que neste fim-de-semana, em Adis Abeba, o estadista angolano, João Lourenço, conclui o seu mandato de um ano à frente da “mais importante” organização político-diplomática do continente – a União Africana.
“De Fevereiro de 2025 a Fevereiro de 2026, foi o tempo de 12 meses durante o qual o chefe-Estado angolano cumpriu o dever de liderar a União Africana após eleição estatutária que contemplou a região do continente a que cabia o mandato na região da África Austral onde Angola se insere”, aludiu.
Entretanto, a escolha do Burundi, recai, sobretudo, pelo facto de nos últimos meses ter actuado como primeiro vice-presidente da mesa da Assembleia da União Africana em “estrito respeito” pelos estatutos e regulamentos da organização – “cabe agora ver a República do Burundi que vai dirigir o bloco continental até Fevereiro do próximo ano, isto, depois de nos últimos meses o Burundi ter actuado já como primeiro vice-presidente da mesa da Assembleia da União Africana, tudo isto, em estrito respeito pelos estatutos e regulamentos da organização”, concluiu.
De acordo ainda com o porta-voz, a “história está escrita, a história foi feita, Angola tem assim no registo dos seus 50 anos de nação independente livre e soberana o facto de ter também ela liderado a União Africana sucessora da lendária Organização de Unidade Africana (OUA) fundada na década de 60 do século 20 para divulgar as independências dos territórios africanos dominados então por várias potências europeias”, considerou Luís Fernando.
O Presidente João Lourenço deixou hoje a capital angolana, Luanda, com destino à Adis Abeba para protagonizar o momento em que muda de mãos a liderança da União Africana com a “convicção generalizada dentro e fora do continente de que foi uma jornada de 12 meses que permitiu levar de maneira extraordinária a voz de um continente em transformação”, concluiu.


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