A Direção da Clínica Girassol, em nota de esclarecimento chegada ao Folha 8, demarca-se da morte por alegada negligência médica do psicólogo, docente universitário e jornalista, Nvunda Tonet, no dia 20 de Janeiro do ano em curso, afirmando que logo a sua chegada à unidade hospitalar com ausência de mobilidade, ausência de movimentos respiratórios, ausência de pulso, extremidades frias e rígidas, cianose lingual e palmo-plantar, pupilas dilatadas e fixas terá sido imediatamente transportado para a sala de emergência onde se confirmou a morte.
Por Geraldo José Letras
Em nota de esclarecimento às informações divulgadas nas redes sociais e alguns portais de notícias sobre a morte de Nvunda Tonet na Clínica Girassol por alegada negligência médica a direção da unidade hospitalar diz que face ao quadro clínico apresentado não se verificaram critérios para intervenção médica, de enfermagem ou para a realização de manobras de reanimação, declarando óbito extra-hospitalar prontamente participado ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), em conformidade com os procedimentos legais em vigor na instituição.
“No passado dia 20 de Janeiro de 2026, a Clínica Girassol recebeu no Banco de Urgência o cidadão do sexo masculino, de nome Nvunda Will Sérgio Tonet, de 39 anos de idade, o qual foi de imediato transportado para a Sala de Emergência”, lê-se.
“À admissão, foram constatados os seguintes sinais clínicos: ausência de mobilidade, ausência de movimentos respiratórios, ausência de pulso, extremidades frias e rígidas, cianose lingual e palmo-plantar, pupilas dilatadas e fixas. Foi realizado um electrocardiograma que revelou assistolia, confirmando sinais clínicos e electrocardiográficos compatíveis com morte. Face ao quadro apresentado, não se verificaram critérios para intervenção médica, de enfermagem ou para a realização de manobras de reanimação. O óbito foi confirmado, configurando-se, assim, como óbito extra-hospitalar. Em conformidade com os procedimentos legais em vigor, o caso foi imediatamente encaminhado para o Serviço de Investigação Criminal (SIC) para os trâmites competentes” demarcou-se.
Na mesma nota tornada pública igualmente nos seus canais de comunicação nas redes sociais, a Direção da Clínica Girassol escreveu que “lamenta profundamente o falecimento do cidadão, endereça as suas sentidas condolências à família, amigos e colegas, e reafirma que foram cumpridos todos os procedimentos médicos bem como o seu compromisso com o rigor, a verdade, a ética e o respeito pela dignidade humana”.
Nvunda Tonet, filho do jornalista e advogado William Tonet, recorde-se, foi a óbito no dia 20 de Janeiro na sequência de um mal estar, tendo sido enterrado no dia 24 do mesmo mês, no cemitério de Sant’Ana, na província de Luanda, em ambiente de profunda consternação, dor e luto testemunhado pela esposa, familiares, colegas, amigos e distintos membros da sociedade civil e política nacional.
Nvunda Will Sérgio Tonet nasceu em Luanda, em 1986. Era uma figura respeitada no meio académico, jornalístico e clínico. Psicólogo clínico de formação, trabalhava no Hospital Psiquiátrico de Luanda e leccionava em várias instituições de ensino superior, como a Universidade Óscar Ribas, a Universidade Lusíada de Angola, a UTANGA, o CIS e o ISTA. Deixa no mercado literário obras como “Educar os Filhos sem Bater”, “Psicólogos, porquê e para quê?” e “Revelações Afetivas e Sexuais”, nas quais defendia uma abordagem humanista à saúde mental, à sexualidade e à educação.
Além da sua carreira na psicologia, Nvunda Tonet teve passagem pelo jornalismo cultural, tendo sido editor de cultura no jornal Folha 8 (tanto na edição impressa como na edição digital diária), fundado pelo seu pai. Era também conhecido pela sua actuação em defesa dos direitos das crianças e pela promoção de uma parentalidade consciente e não violenta.
A sua morte representa uma perda significativa para a psicologia angolana, para a educação e para o jornalismo cultural. Amigos, colegas, estudantes e leitores recordam-no como um profissional dedicado, sensível e comprometido com o bem-estar social.
«Projectada e construída de raiz, a Clínica Girassol assume-se como uma das mais modernas unidades hospitalares de Angola.
Instituição do ramo da saúde de capital público pertencente ao Grupo Sonangol E. P. Iniciou as suas actividades a 4 de Setembro de 2008, com grande foco na qualidade dos serviços prestados. A clínica comporta 17 unidades de negócios distribuídos em 9 províncias: 6 Centros médicos (Huambo, Benguela, Huila, Namibe, Cabinda e Luanda) e 11 Postos Médicos (Bié, Malange, Kwanza Sul).
Destacando-se como accionista maioritário a Sonangol E. P. com 99% e a Sonangol Holdings com 1%. Com uma estrutura assistencial desenvolvida e equipada para oferecer toda a infraestrutura necessária à prestação de atendimento nas diferentes especialidades médico-cirúrgicas hospitalares, disponibilizando uma gama de serviços de alta complexidade.
A Clínica Girassol assume o compromisso de dar uma resposta abrangente e de elevada qualidade às mais variadas e complexas necessidades de saúde dos nossos clientes. Para manter o elevado padrão de atendimento médico hospitalar, o corpo clínico é constituído por especialistas de praticamente todas as valências médicas e cirúrgicas.»

