ANGOLA. As autoridades sanitárias da província angolana da Huíla registaram entre Janeiro e Fevereiro deste ano um total de 1.485 casos de malnutrição severa em crianças, um aumento de mais de uma centena face ao período homólogo de 2017.

Segundo a directora municipal de Saúde do Lubango, capital da província da Huíla, Judith Rocheta, na base deste aumento de casos está o desmame precoce das crianças.

A responsável sanitária, citada pela agência noticiosa angolana, Angop, disse que algumas mães fazem o desmame brusco dos bebés, que muitas vezes são deixados aos cuidados de outras crianças, levando assim a que centenas de menores sofram com esta situação.

Judith Rocheta disse contribuem ainda para os elevados casos de malnutrição aguda, doenças como a tuberculose, HIV/SIDA, diarreias agudas e anemia falciforme, enquanto outras são crianças doentes crónicas.

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