ANGOLA. O comandante-geral da Polícia Nacional angolana admitiu hoje, em Luanda, a existência de uma elevada quantidade de armas de fogo em posse de cidadãos, apesar de ainda serem recolhidas entre cinco a dez armas todos os dias.

Paulo de Almeida disse que essas armas são recolhidas maioritariamente das mãos de indivíduos delinquentes.

“O número diário vai de cinco a dez armas, isso significa que ainda temos muitas armas que estão em posse de cidadãos, estamos a tentar investigar as razões dessa existência de armas que ainda proliferam, de onde provêm, de onde saem e como saem. Isso é que os órgãos de investigação devem trabalhar no sentido de procurar a origem dessas armas”, disse Paulo de Almeida, em declarações à rádio pública angolana.

O informe diário da polícia dá hoje conta da retirada, nas últimas 24 horas, de um total de cinco armas de fogo das mãos de presumíveis marginais, enquanto o Serviço de Investigação Criminal procedeu à recolha, entre 26 de Setembro a 15 de Outubro, de 18 armas de fogo, das quais dez metralhadoras do tipo AKM e seus respectivos carregadores e munições.

Sobre o nível de criminalidade no país, Paulo de Almeida disse que baixaram os índices, o que não significa que “deixou de ser preocupante”.

“E é mais preocupante quando há a existência de crimes violentos. O grande problema de crimes violentos é que eles passam no seio familiar, em recintos fechados onde a polícia não tem a oportunidade de prevenir ou evitar”, referiu Paulo de Almeida.

Segundo o comandante-geral da Polícia, 80 por cento dos crimes violentos são cometidos por “pessoas próximas, amigas, por situações passionais, feiticismo, excesso de bebidas alcoólicas, muitas vezes em recintos fechados, onde estão fora do alcance do olhar das forças das autoridades”.

Lusa

Partilhe este Artigo