ANGOLA. Em comunicado enviado ao Folha 8, a Direcção político-militar da FLEC-FAC “denuncia a hipocrisia adoptada pelo presidente angolano João Lourenço, que quer resolver as questões dos seus vizinhos, quando antes deveria querer resolver diplomaticamente o problema da invasão angolana de Cabinda, que se mantém desde 1974.”

“O presidente angolano João Lourenço fez declarações, em França e na Bélgica, em que manifestava preocupação sobre a situação política na República Democrática do Congo (RDC), violando as regras de boa vizinhança e de não interferência nos problemas internos dos outros países”, diz o comunicado assinado por Jean-Claude Nzita, Secretário de Informação e Imprensa e Porta-voz da FLEC/FAC.

A FLEC afirma que “a linguagem belicista do presidente angolano pretende, através da hipocrisia, negociar uma ordem interna na República Democrática do Congo, quando o mesmo presidente de Angola fecha todas as portas a qualquer negociação para pôr fim ao conflito armado em Cabinda”.

Neste contexto, a organização independentista de Cabinda “insta João Lourenço a estabelecer negociações para pôr termo ao conflito em Cabinda, em vez de intervir militarmente nos países vizinhos, como aconteceu no passado com Eduardo dos Santos”.

“A Direcção político-militar da FLEC-FAC apela à comunidade internacional, ONU, União Europeia, União Africana e, aos países da região, para não alinharem com a diplomacia da hipocrisia de Angola e apoiarem uma solução negociada para o problema de Cabinda”, refere o comunicado que alarga o apelo “aos partidos políticos angolanos, ao presidente de Angola João Lourenço, às organizações religiosas angolanas e à sociedade civil, para se empenharem numa resolução pacífica do conflito em Cabinda, através da abertura de um diálogo directo, público e imediato”.

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