ANGOLA. O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) de Angola conta actualmente com cerca de 14.000 efectivos, número considerado insuficiente para responder às necessidades do país e agravado pelo “acentuado défice de infra-estruturas” pelas 18 províncias.

A posição foi transmitida hoje pelo porta-voz do SNPCB, Faustino Sebastião, no âmbito do Dia Internacional do Bombeiro, que se assinala na sexta-feira, 4 de Maio, afirmando que a situação obriga a uma sobrecarga de esforços.

“O nível de cobertura nacional ainda não satisfaz os nossos serviços. Temos um défice acentuado, principalmente de infra-estruturas, o que nos remete a redobrar esforços para aquilo que é o controlo das actividades ou acções adversas que vão ocorrendo no espaço do território nacional”, disse.

Em relação ao quadro actual de pessoal, Faustino Sebastião referiu que o SNPCB continua aquém das expectativas, sobretudo em termos de respostas pontuais pelo país.

“Estamos com um número na ordem de 14.000 efectivos a nível nacional para um universo de mais de 20 milhões de habitantes. É só para ver que estamos aquém daquilo que é a nossa expectativa”, adiantou.

Mas, assinalou, com “os esforços das autoridades” e o “comprometimento da direcção do Ministério do Interior”, está previsto “engrossar o número de pessoal e de infra-estruturas”, por todo o país.

De acordo com o porta-voz da protecção civil angolana, a densidade populacional do país e o seu “crescimento acelerado nos últimos anos” também agrava o nível de dificuldades dos bombeiros nas respostas às solicitações, sobretudo em época de calamidades, nomeadamente de chuvas.

“O quadro em termos de ocorrências pelo país é preocupante, tendo em conta o número de ocorrências. Temos estado a fazer o devido acompanhamento com acções de prevenção onde também adicionamos o factor formação que tem sido uma constante nas nossas lides”, afirmou.

Faustino Sebastião fez saber ainda que o SNPCB registou, só no primeiro trimestre de 2018, cerca de 2.000 ocorrências, com os “incêndios, afogamentos e acidentes de viação” estiveram em evidência.

“E aí incidiram mais as nossas acções, em termos profilácticos. Outro elemento não menos importante são os registos das chuvas que se abateram na presente época, prestes a terminar, e não obstante esse fenómeno acompanhamos ainda a estiagem nalgumas regiões do país”, explicou.

Lusa

Partilhe este Artigo