ANGOLA. O relatório sobre as Perspectivas Económicas Africanas prevê que Angola cresça 2,3% este ano e acelere para os 3,2% em 2018, depois de ter abrandado o crescimento para 1,1% no ano passado.

De acordo com o documento hoje divulgado em Ahmedabad, na Índia, a economia angolana reduziu o crescimento para 1,1% no ano passado devido “a um abrandamento na economia não petrolífera num contexto em que os sectores industrial, da construção e dos serviços ajustaram-se aos cortes no consumo privado e no investimento público”.

Não fazendo menção aos números oficiais do Instituto Nacional de Estatística de Angola, que divulgou uma contracção de 4,7% em média nos primeiros nove meses do ano passado, o relatório do Banco Africano para o Desenvolvimento, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e das Nações Unidas diz que o abrandamento económico mostra a necessidade de reformas.

“Isto sublinhou a necessidade de atacar de forma mais significativa a dependência do petróleo, diversificar a economia e reduzir as vulnerabilidades”, pode ler-se no documento, que aponta para o aumento da despesa e as melhores condições de comércio como os motores da aceleração do crescimento para este e o próximo ano.

O Governo angolano, dizem os analistas, “tomou medidas para mitigar o impacto do choque petrolífero na economia”, exemplificando com a racionalização da despesa pública, a eliminação dos subsídios aos combustíveis e a acomodação da desvalorização da moeda nacional.

No entanto, acrescentam, é preciso “medidas adicionais de política económica para estabilizar as condições macroeconómicas, melhorar a distribuição equitativa da riqueza e fornecer melhores serviços”.

Para isto, as prioridades do Executivo angolano têm de passar pelo “aumento do investimento em capital humano, aceleração da diversificação económica e redução das vulnerabilidades económicas”.

Lusa

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