PAPA REAGE ÀS CRÍTICAS SOBRE ENCONTRO COM LÍDERES AUTORITÁRIOS

O papa Leão XIV, durante o voo de regresso ao Vaticano, respondeu às críticas sobre os encontros que tem mantido com os líderes tidos como autoritários e o risco de lavagem de imagem, afirmando que nem sempre faz declarações críticas de julgamento ou condenação, mas que tem feito um trabalho árduo nos bastidores para promover a justiça, as causas humanitárias e procurar às vezes situações em que há presos políticos e encontrar uma maneira de libertá-los. E, sobre os casais homossexuais, o prelado confirmou que a Santa Sé não concorda com a bênção formalizada, mas que reforça o princípio de acolhimento a todos.

Por Berlantino Dário

De regresso a Roma, sexta-feira, 24 de Abril após o périplo efectuado a quatro países de África como Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial o sumo pontífice rejeitou as críticas de que tem sido alvo e afastou as acusações que pesam sobre si de lavagem de imagem em encontros com líderes rotulados como autoritários ao reiterar que a sua primeira missão é anunciar o evangelho. Lembrou, por exemplo, das crianças vítimas das guerras e condenou a pena de morte e insistiu no Direito Internacional.

“Condeno todas as acções injustas, condeno o assassinato de pessoas, condeno a penas de morte, acredito que a vida humana deve ser respeitada e que a vida de todas as pessoas, desde a concepção até à morte natural deve ser respeitada e protegida. Portanto, quando um regime, quando um país toma decisões que tiram injustamente a vida de outras pessoas, isso é, evidentemente, algo que deve ser condenado”, considerou.

Acto contínuo, o líder máximo da Igreja Católica, normalizou o facto de algumas personalidades terem uma interpretação diferente quando um papa priva ao lado de qualquer Chefe de Estado – “certamente, a presença de um papa ao lado de qualquer Chefe de Estado pode ser interpretadas de maneiras diferentes: pode ser interpretada por alguns como se o papa ou a igreja estivesse dizendo que é aceitável viver daquela maneira outros podem dizer coisas diferentes”.

Mas, “gostaria de voltar ao que disse nas minhas observações iniciais sobre a importância de compreender o objectivo das viagens que faço – visitar as pessoas. E, sobre o grande valor que a Santa Sé continua a atribuir às pessoas com grandes sacrifícios, a manutenção de relações diplomáticas com países do mundo inteiro. E, às vezes, temos relações diplomáticas com países que têm líderes autoritários”.

Com os encontros, revela Leão XIV, que tem a oportunidade de falar com os mesmos líderes a nível diplomático e formal e que, segundo conta – “nem sempre fazemos grandes declarações de crítica, de julgamento ou de condenação. Mas, há muito trabalho sendo feito nos bastidores para promover a justiça, para promover as causas humanitárias, para procurar às vezes situações em que há presos políticos e encontrar uma maneira de libertá-los”, aludiu.

As situações de fome, doença entre outras, de acordo com o pontífice, a Santa Sé, tem mantido uma neutralidade, buscando formas de manter as relações diplomáticas positivas com tantos países diferentes tentando aplicar o evangelho às situações concretas para que a vida das pessoas possa melhorar.

“As pessoas interpretarão o resto como quiserem, mas acredito que seja importante para nós buscarmos a melhor maneira possível de ajudar o povo de qualquer país”, vincou.

E, sobre os casais homossexuais, o padre confirmou que a Santa Sé não concorda com a bênção formalizada adoptada na Alemanha, mas que reforça o princípio de acolhimento a todos.

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