GREVE DOS PROFESSORES EM CABINDA PARA EXIGIR PAGAMENTO DE SUBSÍDIOS DE ISOLAMENTO

Os professores do ensino geral na província de Cabinda entraram esta segunda-feira, 2 de Março, com a primeira das cinco fases da greve interpolada para reivindicar o pagamento de subsídios de isolamento em zonas recônditas. A paralisação afecta oito dos 10 dos municípios que compõem actualmente a província mais a norte de Angola.

Por Berlantino Dário

A decisão foi tomada durante uma assembleia de trabalhadores dos municípios visados realizada recentemente em Cabinda, e surge na sequência de um caderno reivindicativo remetido ao governo provincial no dia 11 de Dezembro de 2025 que, segundo o sindicato, não obteve resposta satisfatória. O secretariado provincial de Cabinda do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) fez saber igualmente que a greve será observada de forma interpolada em cinco fases abrangendo oito municípios da província.

“A assembleia deliberou aprovar a greve geral com início no dia 2 de Março do ano em curso nos municípios de Ngoio, Liambo, Tando-Zinze, Massabi, Necuto, Buco-Zau, Belize e Miconje abrangendo os trabalhadores enquadrados nas zonas recônditas”, esclareceu, em declarações públicas, o secretário-adjunto do SINPROF em Cabinda, Januário Mbuite, alegando, por seu turno, que a falta de posicionamento das autoridades, levou a classe a avançar para a greve.

A assembleia deliberou, também, que ainda que a greve aprovada nos municípios que abrangem os subsídios de isolamento de zonas recônditas, não deverá ser “interrompida” nas suas fases “sem que haja assinatura de um acordo formal” que garanta a execução efectiva do pagamento dos referidos subsídios em todas as escolas dos municípios beneficiados.

Entretanto, o secretário provincial do SINPROF, Afonso Baiua, lamenta o facto de Cabinda ser a única província do país a enfrentar esta situação relacionada com o pagamento do referido subsídio.

“O nosso caderno reivindicativo é provincial. Sabemos todos que o caderno reivindicativo nacional já foi discutido e já estamos a avançar no processo, mas o provincial está, sobretudo, a limitar a pagamentos de retroactivos dos subsídios das zonas recônditas dos professores de Cabinda que nunca receberam”, afirmando que os referidos pagamentos “já foram feitos na maior parte das províncias de Angola, mas Cabinda ainda não fez”.

“E, também, começar-se o mesmo pagamento das zonas recônditas dos nove municípios da classe C, D e E, fruto da nova divisão político-administrativa”, apelou.

O sindicalista revelou, por outro lado, que chegaram até à fase de greve, pelo facto de já ter havido várias tentativas de negociações, mas sucesso – “já demos avanços, várias tentativas de diálogo, por isso, chegamos até ao ponto do caderno reivindicativo e a lei da greve prevê que nesta realidade, os trabalhadores são livres de declarar a greve”, aflorou.

Saliente-se que, de acordo com a nova divisão político-administrativa, a província de Cabinda possui actualmente 10 municípios, dos quais: Cabinda, Cacongo, Buco-Zau, Belize, Miconje, Massabi, Necuto, Tando-Zinze, Liambo, Ngoio e que entre estes, oito estão em greve afectando, deste modo, significativamente o normal funcionamento das actividades lectivas destas localidades.

Ao jornal Folha 8, Afonso Baiua, secretário provincial do SINPROF em Cabinda, confirmou as causas desta greve em zonas recônditas nos municípios de Buco-Zau, Necuto e Miconje, bem como “o início de pagamentos dos referidos subsídios aos trabalhadores da educação nos novos municípios de Ngoio, Liambo, Massabi e Tando-Zinze”.

Foto de arquivo

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