A razão dos doentes angolanos em Portugal

A manifestação realizada a dia 5 de Março de 2021 pelas 10.30 horas, junto à Embaixada de Angola em Lisboa, teve como objectivo apelar à permanência dos doentes angolanos da Junta Médica em Portugal.

Por Kissamá de Castro (*)

Esta manifestação surge no seguimento de uma carta enviada ao Embaixador de Angola em Portugal, Dr. Carlos Fonseca, manifestando a insatisfação dos doentes angolanos em Portugal. Perante a descortesia da nossa Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, e o silêncio jocoso do nosso Embaixador de Angola em Portugal, manifestamos a nossa indignação e perplexidade pelo comportamento e atitude silenciosa perante a situação que e os nossos doentes vivem.

O Governo angolano através de “alegadas ordens superiores”, veio a público anunciar e exigir o regresso dos doentes angolanos ao país, alegando que grande parte dos doentes já se encontram em bom estado de saúde e os que ainda necessitam de acompanhamento, o país reúne todas as condições para os receber e dar o devido acompanhamento. No entanto, ignoram o facto de grande parte dos doentes ainda se encontrar com a sua saúde debilitada e sem alta médica, pondo em causa os seus estados clínicos na submissão de uma viagem.

Consideramos que este tipo de atitude e postura tomada pelos nossos representantes, atropelam sistematicamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos na qual a República de Angola ratificou para a sua Ordem Jurídica Interna.

É importante referir que Angola desde a Independência, não tem uma reforma sanitária e não apresenta um Plano de Saúde na intervenção social. Os nossos doentes, encontram-se em Portugal a serem acompanhados pelas respectivas especialidades médicas de forma cuidada e minuciosa. Sendo que este acompanhamento em grande parte dos casos não poderá ser interrompido.

A Vozes de Angola em Portugal e na Europa visam dar voz a quem não tem voz. Manifestamos em prol da solidariedade e resolução destes doentes que apelam ostensivamente ao apoio e a intervenção da Voz de Angola.

Acreditamos na liberdade de expressão e pelo direito de manifestação. Estas são liberdades públicas consagradas em quase todos os documentos de Direitos Humanos a nível Internacional, com acento tónico na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Convenção Americana de Direitos Humanos e no Pacto Internacional sobre os Direitos Humanos.

“A Nossa Voz é plural, com a representação de uma consciência colectiva sobre a ressonância de Valores Morais e Ética de antologia, na defesa da nossa comunidade angolana em Portugal e na Europa.”

(*) Voz de Angola em Portugal e na Europa

Artigos Relacionados

Leave a Comment