ANGOLA. O Ministério da Energia e Águas angolano vai gastar mais 161 milhões de euros no reforço de centrais térmicas em várias províncias, investimento que se soma a outro do género, contratualizado em Julho, de 95 milhões de euros.

Em causa estão mais três autorizações do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, de novo para a contratação da empresa angolana AEnergia, associada da norte-americana General Electric.

O primeiro diz respeito ao fornecimento e montagem de equipamentos para o aumento em 54 MegaWatts (MW) da capacidade de produção de electricidade na central térmica do Menongue, província do Cuando Cubango, por 69 milhões de dólares (58,7 milhões de euros).

Um outro contrato envolve o fornecimento e montagem de sete grupos geradores da General Electric, de 2,8 MW cada, para o aumento da capacidade de produção de electricidade da central térmica do Cuíto, na província do Bié, por 34,5 milhões de dólares (29,3 milhões de euros).

O Ministério da Energia e Águas é ainda autorizado a contratar o fornecimento de seis centrais com turbinas General Electric, para centrais térmicas do Cazenga, do Caminho-de-Ferro de Luanda, de Viana e da Boavista (província de Luanda) e das centrais térmicas de Quileva e Biópio (Bebguela), neste caso por 86 milhões de dólares (73,2 milhões de euros).

No dia 27 de Julho foi noticiado que o mesmo ministério vai gastar, com a mesma empresa, a AEnergia, 95 milhões de euros na aquisição e revisão de turbinas em quatro outras centrais térmicas do país, nas províncias de Cabinda, Huíla e Namibe.

Com um forte défice de produção de electricidade face às necessidades, o que leva a constantes constrangimentos no fornecimento, Angola enfrenta ainda a inexistência de redes para abastecer as zonas mais rurais e grande parte das cidades são abastecidas geradores a gasóleo ou gasolina.

O chefe de Estado garantiu em Outubro passado que o país vai contar com mais quase 3.600 MW de electricidade a partir deste ano, tendo em conta os projectos estruturantes de investimento público aprovados durante o actual mandato.

José Eduardo dos Santos discursava então na Assembleia Nacional, em Luanda, sobre o Estado da Nação, durante a sessão solene de abertura da quinta sessão legislativa da III legislatura, a última antes das eleições gerais de 23 de Agosto de 2017, tendo enfatizado o “bom ritmo” na conclusão de três projectos de produção eléctrica.

É o caso da conclusão da segunda fase da barragem de Cambambe, cujo alteamento entretanto concluído já garante uma potência adicional de 780 MW, face aos anteriores 180 MW, da construção da nova barragem de Laúca, também no rio Kwanza, em fase final de conclusão da primeira fase, com uma potência de 2.067 MW, bem como a construção da Central do Ciclo Combinado do Soyo, utilizando gás natural para gerar uma potência de 750 MW, também em fase de testes.

Lusa

Partilhe este Artigo